Eutanásia

médicosNo estado atual da ciência médica, desde que haja meios disponíveis, é possível, virtualmente, manter uma pessoa eternamente viva.

Isto parece exagero mas não é.
O António teve um acidente de automóvel e foi para o hospital. Esperou meia-hora no banco para ser atendido. Pouco depois entrou em coma. Morreu um mês depois pois não foi possível fazer um transplante de fígado, por falta de dador.
Falso!
Se tivesse sido transportado de helicóptero tinha chegado ao hospital meia hora antes, aonde já o esperava a equipa médica, que o atendia a tempo de lhe estancar a hemorragia que destruiu o fígado. E se o fígado já estivesse destruído os médicos tinham acedido à base de dados de vendedores de fígados (10.000€ cada um) e tinham feito o transplante ainda nessa tarde.
Quanto custa manter uma frota de helicópteros capaz de cobrir o território nacional e transportar todos os doentes graves que necessitem?
Quanto custa manter de plantão uma equipa médica altamente especializada de forma a que os doentes trazidos por esses helicópteros sejam imediatamente atendidos?
Quanto custa fazer uma pessoa de 50 anos um tac e uma ressonância magnética e outros meios de diagnóstico muito caros que eu não conheço, de seis em seis meses para diagnosticar precocemente um enfarte do miocárdio ou um tumor do intestino, sabendo que essa pessoa é um paciente de risco nessas doenças?
A esperança de vida, na Síria é de 38 anos, sabiam? (na UE é + ou – 80).
A legalização da eutanásia surge agora porque a nossa sociedade exibe indicadores de saúde obscenamente bons, mas que significam gastos elevadíssimos em saúde, sem que isso signifique o aumento de longevidade com qualidade de vida dos habitantes do primeiro mundo. Por cada ano que queiramos “melhorar” esse indicador, tem que ser gasto em saúde o dobro do que se gasta agora.
Basta ir aos lares de terceira idade mais baratos para ver os farrapos humanos que são obrigados a sobreviver em sofrimento. Quando o farrapo está na eminência de morrer chamam o 112 e lá vai ele (niii-nóóó-niiii) passar dois dias ao hospital para fazer uma transfusão de sangue e ficar a soro umas horas! Depois é o regresso ao lar! Que bom!
Resumindo: Estar vivo sem qualidade de vida não interessa quase a ninguém. Não interessa ao próprio, nem interessa à economia da sociedade. Pode, quando muito, interessar ao negócio dos cuidados médicos; Hospitais, médicos, enfermeiros, laboratórios farmacêuticos, etc.
Entretanto, consta-me, a legalização da eutanásia já está a ser encarada no “mercado” como mais uma oportunidade de negócio: Mantém-se a pessoa viva até ela ficar farrapo. Depois, se ela tiver meios económicos (plim-plim) oferece-se-lhe a oportunidade de uma viagem ao além só um pouco mais cara que viajar todo o percurso do comboio transcaucasiano.
Na minha opinião esta forma de abordar o problema está mal. O que se devia era despenalizar o suicídio e por à disposição do paciente meios de o executar com dignidade e segurança.
A ciência médica e os meios tecnológicos à disposição dispõem certamente de formas de implementar um kit de suicídio capaz de ser usado unicamente por aquele que o solicitou, sem testemunhas nem “enfermeiros auxiliares”.

Porto de abrigo

Porto de abrigo

O problema está sempre no porto de abrigo e nos barcos que lá podem atracar…
EDP, REN, GALP, CTT, PT, CP, ena! tantos portos de abrigo! e não julguem os boys do PSDCDS que as vendas dessas empresas feitas por si lhes darão eternamente a exclusividade do abrigo a seus botes.
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas, não é?

Quem vier a seguir que feche a porta…

 

Maus empresários

empresa imagem

contratos a termo

E eco desta “intenção socialista” não se fez esperar nos blogs de direita, que se queixam de mais um ataque à classe dos empresários…

Acontece que todo contrato de trabalho sem termo tem um período de experiência ao fim do qual qualquer das partes o pode denunciar sem custos para ninguém. Se o lugar a preencher for de responsabilidade comprovada, esse período pode ir até a 1 ano de trabalho efetivo.

Acresce que a figura jurídica de despedimento por inadaptação ao posto de trabalho pode ser invocado a qualquer momento depois de terminado o prazo de experiência, com custos diminutos para o empregador, mas com a exigência de saber o porquê dessa inadaptação.

O problema é que os maus patrões adoram a capacidade de tomar decisões “porque sim”, discricionárias. A empresa é minha, faço dela o que bem entender…

Isso não é verdade. Assim como o empresário não pode atear fogo à sua vivenda ou demoli-la “porque sim”, nem pode enforcar o seu cão de caça porque deixou de ser hábil para caçar (o cão é meu, faço dele o que quero, porque sim”, nem acender o cigarro numa nota de 500 euros a arder (as notas de banco são propriedade do Estado). Assim não pode despedir um colaborador numa unidade de produção “porque sim”. As empresas são entidades inseridas no tecido económico de um país e existem para preencherem necessidades pública e privadas mediante regras civilizadas.

Ao empresário a Sociedade concede-lhe o privilegio de explorar uma unidade produtiva em seu nome, como lhe concede o privilégio de ter um cão, ou de ter uma carteira recheada de notas de 500€. Mas só pode beneficiar desses privilégios no âmbito da legislação em vigor…

Insurgente 24.02.2016

Europa em guerra

síria foto

Os gurus vendem-nos enganos… Vendem-nos a ideia que é possível fugirmos ao desconforto de encontrarmos a maldade, a prepotência, o egoísmo, entre os seres humanos.

É que sendo o homem um animal, a sua vocação máxima, gravada bem fundo no seu código genético, é de marcar como objetivo primordial da sua vida a sua própria sobrevivência. Os homens, como todas as criaturas do reino animal, sabem geneticamente que vivem num planeta que lhes é hostil, pelo que têm que ser egoístas se quiserem sobreviver o suficiente para chegarem à idade de procriar e, se possível, viverem um pouco mais para ajudarem os filhos nessa luta sem trégua da sobrevivência.

Só assim a espécie evita a extinção.

A mais que os outros, os homens são animais que têm a arma da razão para se defenderem e para atacaram os outros animais (aí incluídos os outros homens). Por isso passam a vida a jogar com seus semelhantes o jogo “O Dilema do Prisioneiro”. Jogo perverso que paga 100 para 1 a todo aquele que for capaz de desrespeitar um seu semelhante honesto e respeitador.

O que está a acontecer na Europa não é reincidência do estado de guerra, é isso sim o regresso à normalidade.

Supervisão Bancária, Banif

É surpreendente ver como o tema da supervisão bancária está a ser usado para o combate político.

Os governos dos países periféricos não mandam nada na supervisão bancária e ainda muito menos têm capacidade pGréciaara nomear ou demitir o governado do “banco central” de seus países.

O único Banco Central da zona euro é o BCE, que tem sucursais nos países que aderiram ao euro. Essas sucursais não têm poder para tomar decisões que não estejam definidas à priori pelo BCE.

A Lei dos referidos países não reza esta realidade, mas isso é mais um faz-de-conta para continuarmos a pensar de que estamos em democracia
.
O António Costa pode demitir o Presidente do Banco de Portugal. A seguir deve fazer as malas pois será ele próprio demitido.

Mulher afoga duas filhas no rio Tejo

É-me muito penoso falar sobre violência doméstica. Tenho tido alguns dissabores em comentários anteriores, nos blogues que costumam abordar esse tema.

O cidadão comum não compreende que o stress e os ambientes continuadamente muito hostis podem fazer certas pessoas darem em malucas, que é como quem diz, praticarem atos fora de qualquer racionalidade. Atos de violência contra outros ou contra si próprios.

Um dos casos que deu brado há uns anos atrás foi o das sevícias praticadas por militares americanos nas prisões do Iraque.

Na minha opinião aqueles jovens jamais fariam aquelas atrocidades em condições de convivência normal e pacífica nos seus países de origem. O Stress, o uso de álcool e drogas e a tendência para a depressão ou para outros problemas psicológicos, são os principais fatores que contribuem para o aparecimento destes atos violentos extremos.

É que, quem conheceu de perto a grande maioria destes facínoras, quando interrogado depois dos atos consumados, recorta os autores como pessoas pacíficas e até afáveis. As poucas exceções a estas opiniões só servem para confirmar a regra.

O cidadão comum devia ser alertado para o facto de, ele próprio, poder vir a ser no um agressor de extrema violência, bastando para tal que o ambiente que o circunda lhe seja extremamente hostil durante muito tempo, e que a perspetiva de sair dessa situação se lhe afigure, então, impossível.

Há quem considere estes meus argumentos branqueamento do caráter agressivo dos agressores. Eu acho que não é branqueamento coisíssima nenhuma.

Acho que os atos violentos na sequência de situações prolongadas de stress deve ser abordado numa lógica de problema de saúde pública.