As crises do capitalismo

São os capitalistas que provocam as crises do capitalismo. É o modus operandis estratégico que se destina a concentrar o capital nas mãos de meia dúzia de famílias que pretendem dominar toda a produção mundial. Isso é tanto mais viável quanto mais identificação existe entre capital e meios de produção.

A cada ciclo, que eles chamam de “crise” ocorre uma maior concentração de capital nas mãos d’”Os Mesmos”. Os ricos ficam mais ricos e os pobres ainda mais pobres. Chamam-lhe crise para convencer o pagode a estar do lado deles. Contam com os médias (que também lhes pertencem) para fazerem essa lavagem de cérebro.

Foram os acordos de Bretton-Woods que fundaram o capitalismo moderno, indexando o valor das moedas ao preço do ouro, em 1944, quando já se sabia quem ganharia a segunda Grande Guerra

Mas foi o louco do Nixon (ou melhor os manda-chuva da Federal Reserve), em plena guerra do Vietname, na luta renhida pela hegemonia mundial, que acabou com esses acordos e libertou o dólar da paridade com o ouro, em 1971, 30 anos mais tarde. A grande negociata da reconstrução da Europa e de outras partes do mundo desfeitas pela guerra, assim o determinou. O Plano Marshall baseou-se todo em emissões fantasmas de uma hecatombe de dólares, dólares esses que não teriam qualquer valor se estivessem indexados ao ouro existente em Fort Knox. Tantos dólares deslumbraram os dirigentes europeus mas não Estaline…

Mais 30 anos volvidos, em 2001, George W. Bush (ou melhor os manda-chuva da Federal Reserve), resolve baixar drasticamente os juros dos empréstimos do FED (o tal que cria dinheiro a partir do nada), pondo em marcha a maior burla do século XXI que consistiu em emprestar massivamente dinheiro a quem não tinha meios para pagar os empréstimos. E deu ordem ao banco emissor de euros para fazer o mesmo. O resultado foi a falência em massa dos pequenos bancos comerciais, quando a bolha rebentou. Os clientes desses bancos que não faliram fizeram-se clientes dos grandes bancos, e os pequenos bancos que ficaram à beira da falência foram “comprados” pelos grandes bancos… por 1 dólar!

Daqui a 14 anos, se não for antes, vamos assistir ao mesmo baile… Os poderosos passam a hiper-poderosos!

Se tudo correr bem ainda estarei cá para assistir a este último baile (para mim será o último! felizmente não sou eterno…).

 

 

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