Dívida pública cresce…

Ainda não percebi porque razão os credores da dívida pública portuguesa ainda não mandaram fechar a tasca insurgente (blog)! Sempre a refilarem com as contas.

dívida pública

É que o aumento da nossa dívida pública não é bom para as NOSSAS contas públicas mas é MUITO BOM para quem nos empresta dinheiro; cobram juros chorudos sem qualquer risco de incumprimento.
Ninguém consegue imaginar o BCE deixar Portugal (ou a Grécia, ou etc.) ir à falência. Entretanto vão deixando que se criem desculpas às empresas de rating para classificarem isto como lixo…
Trata-se de um conto de vigário bem contado, que transfere para a mão dos credores  a riqueza (quase toda) que o país consegue gerar.
Os pequenos empresários portugas e os trabalhadores portugas que se lixem. Não foram eles que geraram a riqueza que pagou as autoestradas, as rotundas, a fibra ótica, a rede de distribuição eletrica, etc. Não foram, pois não? Então não têm direito a nada!

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2 comentários a “Dívida pública cresce…”

  1. Penso que o aumento contínuo da dívida pública portuguesa não é caso único na UE e isso acontece pela dinâmica da própria dívida. Quem criou as regras sabe bem o que fez. Por isso se diz que esta dívida ė impagável…teríamos de crescer 6 ou 7 por cento ao ano durante ….não sei quantos anos seguidos…para conseguirmos reduzi-la…Quanto ao não termos pago aquilo que gastámos…não é bem assim… as obras públicas ao abrigo dos fundos de coesão só em parte foram pagas pelaUE?…mais de metade foi paga pelos diversos governos que recorriam ao crédito, endividando-se para aproveitar as “0fertas” que a União faz todos os anos com os seus programas.Por outro lado, também pagamos impostos que saem do nosso orçamento para o orçamento da UE…

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    1. Se reparares, essa história dos fundos estruturais é um capítulo necessário do conto do vigário. Sem esse capítulo o conto não surtia o magnífico efeito que surte junto dos investidores. É assim:
      Eu tenho uma fábrica de máquinas de construir autoestradas e não consigo vender pelo preço de tabela a totalidade das máquinas que produzo. Estão o meu país “ofereçe” a um país pobre um fundo estrutural igual à diferença entre o preço de tabela das máquinas que não consigo vender e o custo de produção dessas máquinas. Ofereço na condição de que esses fundos sejam empregues a fazer autoestradas com as máquinas que tenho para vender.
      Do lado do país pobre as máquinas ficam mais baratas do que se fossem compradas ao preço de tabela. Porém, para fazer a autoestrada, o país tem que recorrer ao crédito externo, aumentando a dívida.
      Do lado do país rico, tudo melhora pois conseguem manter a plena produção das fábricas de equipamentos que fazem autoestradas. A plena produção garante o custo unitário mínimo de produção e portanto a maximiza os lucros dessas fábricas (para a capacidade de produção que elas efetivamente têm).
      Muitas vezes o país que empresta o dinheiro do aumento da dívida é o mesmo que tem as fábricas de fazer autoestradas…

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