Alterações climáticas e justiça…

Trump

A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura “abaixo de 2 graus centígrados” (relativamente à temperatura média global verificada antes da Era Industrial) e a “continuar os esforços para se atinja não 2 mas 1,5 graus nos anos 

futuros”.

O referido objetivo de 2ºC tinha sido definido em 2009, em Copenhaga, o que impõe uma redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) através de medidas de poupança de energia e de investimentos em energias renováveis e, por exemplo, reflorestamento.

O objetivo é atingir “um pico das emissões de GEE o mais cedo possível” e “em seguida, iniciar reduções rápidas (…) para chegar a um equilíbrio entre emissões” originadas por atividades humanas e aquelas “absorvidas pelos sumidouros de carbono durante a segunda metade do século XXI”, uma referência às florestas, mas também a técnicas de captação e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera.

Em 2009 – Copenhaga – , os países ricos prometeram 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020, para ajudar as nações em desenvolvimento a financiar a transição para energias limpas e a adaptação aos efeitos do aquecimento, dos quais são as primeiras vítimas.

Para termos uma noção da importância que esta reunião de Copenhaga teve para os países mais desenvolvidos devemos ler esta passagem que consta na Wikipedia:

“Em janeiro de 2014, documentos vazados por Edward Snowden, revelou que os negociadores do governo dos EUA recebiam informações durante a conferência que estavam sendo obtidas por espionagem contra outras delegações da conferência. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos forneceu delegados americanos com detalhes das posições e estratégias de outras delegações, incluindo o plano dinamarquês para “resgatar” as negociações caso parecer que pudesse fracassar. Os membros da equipe de negociação dinamarquês disseram que tanto as delegações dos EUA quanto chinesa pareciam “particularmente bem informados” sobre as discussões feitas à porta fechada. ”.

Voltando ao Acordo de Paris (2015), é de realçar o capítulo de “Perdas e Indemnizações”

O acordo reforça o mecanismo internacional, dito “de Varsóvia”, encarregado desta questão, e cujos dispositivos operacionais ainda estão por elaborar, mas que pretende que os países menos desenvolvidos sejam compensados pelos danos causados ao ambiente NO PASSADO, pelos países mais desenvolvidos.

Esta foi uma questão sensível, nomeadamente para os Estados Unidos, que receavam ações judiciais devido à “responsabilidade histórica” no aquecimento global.

Na altura (Obama), Washington conseguiu incluir uma cláusula, a qual definia que o Acordo de Paris “não servirá de base” para iniciar processos “de responsabilização ou compensações”.

Será a isto que se refere Trump quando diz que é injusto? É que grandes e chorudos negócios se avizinham sob a égide da questão ambiental, e não parece plausível que os EUA estejam dispostas a perder pitada neles.

Ou será o lobby do petróleo a falar mais alto?

 

 

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