Refundar a Europa Unida…

  • Devemos reformar a nossa política de concorrência, repensar a nossa política comercial: punir ou proibir na Europa as empresas que prejudicam os nossos interesses estratégicos e os nossos valores essenciais, como as normas ambientais, a proteção dos dados e o justo pagamento do imposto; e assumir, nas indústrias estratégicas e nos nossos concursos públicos, uma preferência europeia, tal como o fazem os nomacron europassos concorrentes americanos ou chineses…
  • … a [EU] deve construir, para cada trabalhador, de Leste a Oeste e de Norte a Sul, um escudo social que garanta a mesma remuneração no mesmo local de trabalho e um salário mínimo europeu, adaptado a cada país e discutido coletivamente a cada ano…
  • Zero carbono em 2050, reduzir para metade os pesticidas em 2025 – e adaptar as suas políticas a essa exigência: um Banco europeu do clima para financiar a transição ecológica; uma força sanitária europeia para reforçar os controlos dos nossos alimentos; contra a ameaça dos lobbies, uma avaliação científica independente das substâncias perigosas para o ambiente e a saúde
  • …regulamentar os gigantes do setor digital, com a criação de uma supervisão europeia das grandes plataformas (sanções aceleradas em caso de violação da concorrência, transparência dos seus algoritmos…), mas também financiar a inovação dotando o novo Conselho europeu da inovação com um orçamento comparável ao dos Estados Unidos, para conduzir as novas ruturas tecnológicas, como a inteligência artificial
  • Uma Europa que se projeta no mundo deve estar voltada para África, com a qual devemos formar um pacto de futuro. Assumindo um destino comum, apoiando o seu desenvolvimento de maneira ambiciosa e não defensiva: investimento, parcerias universitárias, educação das raparigas…

Palavras de Emmanuel Macron dirigidas aos “europeus” a menos de 3 meses das eleições para o Parlamento Europeu. Nestas palavras o presidente francês parece estar a dar razão às pessoas que se manifestaram nas ruas francesas há 30 anos repudiando a globalização, traduzida na deslocalização das empresas e no consequente aumento do desemprego e diminuição do poder de compra. Foram reprimidas e foi feita a apologia do globalização, recordando, pelos senhores que agora fazem parte do staff do presidente.

É a resposta atabalhoada aos “gilets jaunes” que têm invadido as grandes cidades de frança todos os sábados, de novembro passado para cá.

Primeiro, Macron deu de mão-beijada um aumento brutal do salário mínimo (ninguém sabe como vai financiá-lo). Agora vem com promessas estendidas a todos os países da EU, num discurso que fez traduzir em várias línguas, e fez publicar como artigo de opinião em jornais de referência desses países (!). Em Portugal foi escolhido o Diário de Notícias.

Ver aqui

É grande a desorientação dos políticos do “arco do poder” na Europa. Não é fácil escolher a via do liberalismo económico (como Macron o fez) e fazer dentro dessa via estados sociais… isso é algo do tipo “quadratura do circulo”, só vai lá se descobrirem um número (uma solução) irracional… o Pi que a D. Le Pen se farta de propor há décadas, infelizmente.

 

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