Big Brother III

Ninguém duvida que a primeira metade do século XX foi a época de implementação do Big Brother I, nos países ocidentais. A CIA americana, O KGB russo, o MI5 inglês, as SS alemãs do nazismo, desenvolveram sistemas de informação com enormes ficheiros contendo informação de milhões de cidadãos. Grande parte desses cidadãos eram perfeitamente normais, só tinham “ficha” porque alguma coisa nas suas vidas destoou da normalidade e foram então considerados “interessantes” pelos serviços secretos. Os ficheiros necessários a arquivar tanta informação ocupavam quilómetros de corredores com prateleiras altíssimas cheias de caixas com relatórios escritos à máquina. Eram necessários edifícios enormes para guardar tanto papel.

monstro

A partir da segunda metade do século XX, instalou-se a Guerra Fria, que generalizou as comunicações digitais, os satélites espiões, as comunicações via satélite e o desenvolvimento brutal do software de reconhecimento, em que passou a ser possível fazer espionagem nas redes das centrais telefónicas digitais, transformando automaticamente som em texto. Instalou-se o Big Brother II. Quando uma uma conversa telefónica entre duas pessoas contém certas palavras chave, ou frases chave, toda a conversa é gravada num ficheiro ainda maior que o anterior, em formato de texto, ficando associada aos cidadãos que conversavam, os quais passam à condição de “cidadãos interessantes” para efeitos de segurança. O mesmo se passa para as comunicação digitais via e-mail, SMS, etc. Não obstante esta informação ser nesta época 100 vezes maior que a do parágrafo anterior, tudo podia estar armazenado num só edifício que continha um enorme computador a funcionar em ambiente acético e em condições de humidade e temperatura rigorosíssimas. Caríssimo!

No século XXI a identificação dos cidadãos que falam ao telefone ficou muito facilitada com a generalização do uso dos telemóveis, pois passou a existir uma relação biunívoca telefone-pessoa. Esse facto fez com que os responsáveis da segurança nos países ocidentais ambicionassem recolher mais a mais informação “interessante”. A probabilidade de um cidadão comum estar “fichado” aumentou brutalmente, desta vez a desculpa para a avidez de informação já não é o papão Russia, é o papão Terrorismo. Vale tudo para aumentar a eficiência no combate ao terrorismo.

Foi neste último contexto que surgiu o Big Brother III que consiste em “fichar” todos os cidadãos, desde que nascem. A informação de cada ficha vai aumentando à medida que o tempo passa. Nela será acrescentada informação relevante que permita às autoridades saber se se trata de um Bom cidadão, um mau cidadão ou um cidadão assim assim.

A desculpa para implementar tamanha monstruosidade na China, é a seguinte:

O país não tem capacidade de dar a todos os chineses acesso às coisas boas da vida. Então que identifique os Bons Cidadãos e só a esses dará tudo o que é bom nesta vida.

Ler mais aqui…

Claro que esta notícia é propaganda anti chinesa, mas também pode ser chamar-lhes monstro antes que eles nos chamem a nós!

 

Um pensamento em “Big Brother III”

  1. O Manel, Este texto é baseado em notícias falsas, não passa de propaganda anti-chinesa. O único país do mundo que praticamente sabe tudo dos seus cidadãos são os EUA.

    toufeito escreveu em seg, 11/03/2019 às 09:03 :

    > Manuel Vicente Galvão posted: “Ninguém duvida que a primeira metade do > século XX foi a época de implementação do Big Brother I, nos países > ocidentais. A CIA americana, O KGB russo, o MI5 inglês, as SS alemãs do > nazismo, desenvolveram sistemas de informação com enormes ficheiros > contend” >

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.