Paridade e igualdade

A nova lei da paridade   obriga a que haja uma relação 60/40% (ou 40/60%) de homens/mulheres nas listas dos partidos às eleições legislativas. Deu-se mais uma machadada na meritocracia como regra de acesso das pessoas aos cargos políticos.

mulheres

E ainda se deu mais uma machadada no direito constitucional que homens e mulheres têm de aceder livremente às profissões e cargos para que se prepararam, sem descriminações de qualquer espécie (e muito menos discriminação com base no sexo).

Em cada 1000 militantes de base de um dado partido é natural que 2 ou 3 deles mereçam ser indigitados para cabeça de lista pelo seu ciclo eleitoral. Merecem por se terem distinguido em tarefas partidárias de anos anteriores ou por terem conseguido atingir objetivos que os outros 997 militantes não conseguiram.

Se essas 1000 pessoas foram 800 homens e 200 mulheres é natural que não seja indigitada nenhuma mulher… se foram 800 mulheres e 200 homens é natural que sejam indigitadas só mulheres.

Forçar a entrada de mulheres nas listas é apostar na diminuição da qualidade de desempenho dos cidadãos que representam do povo na Assembleia da República, e é passar um atestado de menoridade ao género feminino na sua globalidade. Do tipo: “coitadas, se não fizermos uma lei da paridade para elas, elas nunca chegarão a ter uma representatividade de 40% na Assembleia da República, porque são estupidazinhas…”.

É falso. O que é verdade é que as mulheres em geral sentem-se menos atraídas para exercerem tarefas partidárias que os homens, e isso não significa um atestado de menoridade para ao género feminino. As mulheres que gostam de política e que a ela se dedicam com afinco, chegam tão alto como os homens. Exemplos não faltam.

Em média as mulheres sentem-se mais atraídas para jogar ténis do que para jogar Kickboxing,  isso não tem nada de mal… O que não faz sentido é obrigar os clubes de Kickboxing a terem 40/60% de atletas mulher (para poderem entrar no campeonato nacional, por exemplo).

Um pensamento em “Paridade e igualdade”

  1. Manel, Os tipos que apostam em anúncios de mulheres nuas são os mesmos que decidem quem vai integrar uma lista eleitoral e não se trata de mérito, isso é uma falácia, trata-se de amigos, conhecidos, parentes, velhos camaradas de negócios escuros em escritórios de advogados famosos, troca de favores, etc…Se não houver quotas para as mulheres nas listas eleitorais, só lá entrarão aquelas de nomes sonantes e familiares de outros deputados…a essas as regras gerais aplicáveis às mulheres nunca se aplicam, capice?

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    No dia 24/03/2019, às 09:22, toufeito escreveu:

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