Cloaking & Ghosting, sabe o que são?

amigos restauranteEncontrei um antigo colega da escola que não via há muitos anos. Convido-o para almoçar na semana seguinte. Ele aceita, e assim se estabelece aquilo que acredito ser o primeiro passo para uma nova amizade.

Os almoços e idas ao cinema, jazz, etc, sucedem-se e, pelas conversas que vamos tendo, cria-se um elo de empatia que eu classifico como amizade desinteressada.

Subitamente, quando um dia lhe ligo para marcar o próximo encontro, ninguém atende o telefone. Repito a chamada passado uma hora, depois SMS 12 horas depois, e 1 dia, 5 dia, e nada! Mando mails e nada!

Será que teve algum problema, estará no hospital? silêncio.

Seis meses depois encontro um antigo colega comum e ele informa-me que sim, o meu “amigo” está vivo e de boa saúde…

Que raio! que lhe terá dado na cabeça para cortar assim abruptamente a ligação comigo?

Fico perplexo e tenho pena.  Fui apanhado numa situação de Ghosting!

Digo para comigo: Há malucos para tudo! e sigo o meu caminho…

Mulher objeto

mulher objeto

Na avaliação do comportamentos dos homens quando veem uma mulher bonita e com ar sedutor (por exemplo num anúncio publicitário) o que está errado no discurso usual é a palavra “objeto”. Só os homens que frequentam prostitutas vêm mulheres como objetos de desejo.

E esses são uma super-minoria.

Os outros sentem-se atraídos por elas por desejarem vir a ter uma namorada bonita e saudável, que alguma vez os olhe com a simpatia de quem deseja o mesmo; vir a ser sua namorada. É um sonho, uma fantasia.

Não tem a ver com a redução de uma pessoa a um objeto, mas com o facto de essa pessoa despertar sonhos que têm a ver com constituir família, felicidade a dois, filhos saudáveis e bonitos, etc.. Não são necessariamente sonhos libidinosos.

 

 

BALLYTURK – Dramaturgo; Enda Walsh

escola politécnica

Fui ver, na R. da Escola Politécnica – Artistas Unidos.

A princípio não percebi nada. Digo mesmo que não percebi nada até ao fim.

Porém, já com a cabeça no travesseiro, comecei a perceber qualquer coisa (ou a pensar que estava a perceber); a sociedade ocidental, abundância, desperdício, vaidade, frivolidade, o relógio como ditador, e ilusão do tempo personificada por um enxame de moscas, aquelas que nascem vivem e morrem no intervalo de poucas horas… à nossa escala somos moscas, muito agitados, sempre a correr atrás do tempo, com medo que a vida se acabe… e os pássaros de Hitchcock, que se revoltaram pela forma como os homens os utilizam para se alimentarem – dantescos aviários!

De repente entra-nos um ser superior pela porta dos fundos a dentro. Será Deus?

Será que percebi mesmo?

Uma coisa é uma peça de teatro fazer-nos pensar, outra é fazer-nos adivinhar de que se trata…

Definitivamente não é o tipo de teatro que mais me agrade…

Notre Dame foi um incêndio do carvalho!

 

carvalhoNão me interprete mal quem está a ler o que escrevo! Não se trata de uma falta de educação ou de um insulto à esplêndida catedral que eu tive o privilégio de conhecer nos meus tenros 20 anos de idade.

É que este incêndio pôs a descoberto, para leigos como eu, o facto de grande parte deste edifício ser em madeira de carvalho, a madeira mais nobre e mais utilizada na construção de edifícios nobres na idade média (Século V ao século XV) – A primeira versão desta catedral foi construída no século XIII.

A construção de salas grandes só era possível com vigas de carvalho, por se tratar de uma das poucas árvores que têm troncos retilíneos e altamente resistentes, além de serem muito dificilmente atacados pelo caruncho. Nos palácios da nobreza e do clero abastados, as grandes salas de baile ou de reuniões tinham teto feito com traves mestras de carvalho ou de outras árvores de grande porte.

A reconstrução de Notre Dame só é possível recorrendo a essa grande e nobre árvore.

Os galeões que faziam o transporte de cargas das colónias inglesas, holandesas, espanholas, necessitavam de grandes superfícies de velas que só se obtêm com mastros altíssimos geralmente em madeira de carvalho, mastros que não podiam ser emendados para não perderem resistência.

No cimo do mastro está o cesto de gávea, onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. É o local do navio aonde o balanço se faz sentir com maior intensidade, provocando vertigens e enjoos. Era usado como prisão para castigar os marinheiros condenados. Outra forma dos os castigar era amarrá-los à base dos mastros, ao ar livres, durante as intempéries.

veleiro cacilhas

Parte do que digo aqui pode ser confirmado in loco no veleiro Fernando II e Glória – na figura – que está em exposição ao público na doca seca de Cacilhas, ao lado do submarino Barracuda, o tal que Raul Solnado imortalizou quando disse: mas não flutua!.

Assim se criou a expressão entre marinheiros;  se não te portares bem vais pró carvalho, que degenerou mais tarde no conhecido vocábulo do norte de Portugal; Caralho.

Não pretendo com isto negar que este vocábulo esteja conotado com órgão sexual masculino;  “verga” ou “pau” (em francês, verge), pois são demasiado evidentes as semelhanças…

Portanto pode dizer-se com alguma propriedade e algum respeito, que o incêndio de Notre Dame foi um incêndio do caralho

Sri Lanca beach

Sri Lanca hotel

O mais badalado e desejado destino de férias foi o Sri Lanca, até ao dia 21/04/2019. 2,3 milhões de turistas em 2018.

No passado domingo de Páscoa, dá-se o atentado terrorista. Desconhece-se a organização responsável por tamanha carnificina, mas um ministro local admite poder tratar-se dos culpados do costume; o Estado Islâmico.
310 mortos (dos quais 1 português) e 500 feridos. Turistas em fuga precipitam-se para o aeroporto internacional. Os indígenas acham que quase todos os turistas são cristãos ocidentais, que vão lá gozar férias de luxo pagando pechinchas (o hotel da figura custa 42€/dia)… E que vão para lá exibir os hábitos da civilização ocidental, que corrompem a juventude budista, hindu, e muçulmana, sobretudo mulheres que descem de “para-quedas”, descapotáveis, é do calor, dizem elas… É que os jovens budistas e hindus são religiosos mas não são parvos! Começam a apreciar os hábitos ocidentais…

É caso para dizer: dá Deus nozes a quem não tem dentes! Aquelas alminhas Srilankenses bem que podiam deixar-se de atentados e ir ocupar hotéis como este, e “apanhar um bronze extra”, naquelas praias de sonho.