Greves cirúrgicas é o que está a dar…

inem ambulância

Os motoristas dos camiões que abastecem os postos de combustível a retalho e os aeroportos, e os hospitais, entraram em greve. Menos de dois dias depois, as filas para abastecer viaturas particulares já se faziam sentir, e os aviões iam parar com falta de combustível se não fosse a requisição civil.

A greve foi convocada por um sindicato que foi criado há seis meses e tem 800 filiados… um pequeno número de profissionais, tem poder para paralisar o país. Faz lembrar a recente greve dos enfermeiros.

Estamos ganhando pouco, dizem os motoristas, só queremos um aumento salarial de 100%, isto é, mais de 1.200€/mês de salário base. Os patrões dizem que, em média, estes motoristas “levam para casa” 1.420,00€/mês líquidos. Provavelmente ambos falam verdade. É que nas empresas transportadoras é hábito pagar “por fora”, em numerário, ajudas de custo e horas extra (sejam verdadeiras ou fictícias), defraudando as Finanças e a Segurança Social.

Esta forma habilidosa de remunerar os motoristas que agora foi assumida abertamente por alguns grevistas entrevistados em Aveiras de Cima, passa a ser do conhecimento público e, portanto, também das autoridades tributárias. Certamente vão ser tomadas medidas de fiscalização que obriguem os patrões a “levar à folha” todas essas prestações complementares de remuneração. Quem não vai gostar disso vão ser os camionistas que não transportam matérias perigosas, pois a fiscalização quando nasce é para toda a classe!

No Diário de Notícias vem assim.

Hoje, depois de 3 dias completos de greve chegaram a este acordo.

2 opiniões sobre “Greves cirúrgicas é o que está a dar…”

  1. Manel, Uma coisa é certa, estes sindicatos feitos à pressa estão a dar um baile à CGTP, actuam muito em forma de guerrilha e conseguem resultados. Se me recordo bem, o MRPP sempre afirmou que a Intersindical era uma forma de manter os trabalhadores subservientes e não de os libertar. Talvez o futuro venha provar que era verdade…

    toufeito escreveu em qui, 18/04/2019 às 09:06 :

    > Manuel Vicente Galvão posted: ” Os motoristas dos camiões que abastecem os > postos de combustível a retalho e os aeroportos, e os hospitais, entraram > em greve. Menos de dois dias depois, as filas para abastecer viaturas > particulares já se faziam sentir, e os aviões iam parar com falta ” >

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  2. O problema das centrais sindicais é de representarem muita gente, com interesses e características laborais distintos.
    O facto de os trabalhadores andarem muito certinhos quando inscritos em sindicatos da CGTP ou da UGT é uma consequência disso e não da falta de ideias da direção das Centrais.

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