BALLYTURK – Dramaturgo; Enda Walsh

escola politécnica

Fui ver, na R. da Escola Politécnica – Artistas Unidos.

A princípio não percebi nada. Digo mesmo que não percebi nada até ao fim.

Porém, já com a cabeça no travesseiro, comecei a perceber qualquer coisa (ou a pensar que estava a perceber); a sociedade ocidental, abundância, desperdício, vaidade, frivolidade, o relógio como ditador, e ilusão do tempo personificada por um enxame de moscas, aquelas que nascem vivem e morrem no intervalo de poucas horas… à nossa escala somos moscas, muito agitados, sempre a correr atrás do tempo, com medo que a vida se acabe… e os pássaros de Hitchcock, que se revoltaram pela forma como os homens os utilizam para se alimentarem – dantescos aviários!

De repente entra-nos um ser superior pela porta dos fundos a dentro. Será Deus?

Será que percebi mesmo?

Uma coisa é uma peça de teatro fazer-nos pensar, outra é fazer-nos adivinhar de que se trata…

Definitivamente não é o tipo de teatro que mais me agrade…

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