Mulher objeto

mulher objeto

Na avaliação do comportamentos dos homens quando veem uma mulher bonita e com ar sedutor (por exemplo num anúncio publicitário) o que está errado no discurso usual é a palavra “objeto”. Só os homens que frequentam prostitutas vêm mulheres como objetos de desejo.

E esses são uma super-minoria.

Os outros sentem-se atraídos por elas por desejarem vir a ter uma namorada bonita e saudável, que alguma vez os olhe com a simpatia de quem deseja o mesmo; vir a ser sua namorada. É um sonho, uma fantasia.

Não tem a ver com a redução de uma pessoa a um objeto, mas com o facto de essa pessoa despertar sonhos que têm a ver com constituir família, felicidade a dois, filhos saudáveis e bonitos, etc.. Não são necessariamente sonhos libidinosos.

 

 

2 opiniões sobre “Mulher objeto”

  1. Manel, A designação de objecto não tem a ver com os desejos do homem em geral, mas principalmente com o objectivo principal do capitalismo que é a obtenção do lucro, não é a mulher nem o homem que importam, mas a estratégia usada para se ganhar dinheiro…

    toufeito escreveu no dia terça, 30/04/2019 à(s) 09:38:

    > Manuel Vicente Galvão posted: ” Na avaliação do comportamentos dos homens > quando veem uma mulher bonita e com ar sedutor (por exemplo num anúncio > publicitário) o que está errado no discurso usual é a palavra “objeto”. Só > os homens que frequentam prostitutas vêm mulheres como objetos d” >

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  2. Não é nada assim que eu interpreto o adjetivo (aqui é um adjetivo) “objeto”.
    Quando se diz depreciativamente que certa mulher é uma mulher-objeto para certo homem, queremos dizer que a perspetiva com que o homem vê a mulher é a de “algo que se pode adquirir”, isto é, possuir à semelhança da forma como se possui um objeto. Propriedade privada.
    É uma perspetiva que se opões à normal forma de “ter” uma mulher, que implica afetividade e desejo de estar na relação que são mútuos. Implica que, quebrando-se o mútuo desejo da relação, mesmo que seja só da parte de um deles, quebra-se a relação de pertença. E essa quebra é aceite mutuamente.

    Nas relações em que a mulher é, de facto, mulher objeto, também ela pode estar conivente com as premissas da relação. Quanto é assim ela aceita ser “objeto” e comporta-se como propriedade privada, mas isso só acontece se houver alguma contrapartida que justifique a mulher de abdicar da sua liberdade para passar à condição escrava. Essas contrapartidas são quase sempre vantagens económicas ou de estatuto.

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