BREXIT, dentro de momentos…

A seguir vai começar a trajetória política no sentido de recuperar a liderança do Mundo Anglosaxónico.

Como se essa liderança não estivesse já hoje ocupada pelos Estados Unidos da América do Norte.

Os defensores do Brexit terão amargos de boca quando constatarem que, em vez de recuperarem a liderança do Império, iniciaram, isso sim, uma trajectória para se transformarem em criados dos EUA…

CORONA REGRESSO

Imaginem os meus compatriotas que o surto de coronavirus tinha ocorrido em Portugal.

Imaginem agora os tecnicos estrangeiros a trabalhar na Autoeuropa, na fábrica de mobílias IKEA, nas fábricas de acessórios de automóveis para exportação, nas grandes empresas agrícolas ou agroalimentares, eram repatriados para seus países por julgarem que lá estariam mais protegidos.

Agora imaginem o trambolhão que a economia portuguesa daria se parte desses tecnicos não regressassem rapidamente a Portugal.

Rui Pinto & Isabel dos Santos

Rui PintoO Bigbrother está sempre à espreita. Sabe tudo o que se passa na internet, nos sms, no Instagram, no Tweeter, no Whatsapp, nas chamadas de voz. E sabe quem viaja daqui para ali, em que hotel fica, e quem mais estava nesse hotel. Ele, Bigbrother, deixa o marfim correr até ao dia que lhe convém dizer; “alto e para o baile!”.
É nesse dia que um miúdo super-dotado descobre (rouba) acidentalmente uma data de informação que compromete aqueles que o Bigbrother quer empurrar para fora da carroça.

Porém, roubar informação é crime, e essa informação deixa de poder ser usada contra quem a produziu. Para ultrapassar este incómodo, criou-se uma entidade que dá pelo nome de “Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação“. Serve para “lavar” o referido crime de roubo…
Como se formou este consórcio?. Só se sabe que não surgiu de uma operação transparente da democracia…

A Huawei tem as sua próprias portas para espiões e talvez tenha um chino-bigbrother só dela. Por isso o Tio Sam anda tão arreliado com a marca… não quer perder o monopólio das portas de espionagem…

Corrupção & Lavandaria Lda

isabel dos santosAs grandes broncas de Corrupção & Lavandaria cá do burgo só se sabem quando são internacionalizadas, como no caso BES. Caso que os megafones da Operação Marquês não conseguiram esconder. Veio a verificar-se que o Marquês é mais “Ricardo” que “Sócras”.
Pode ser que o Operação Luanda venha desencalhar de vez o processo Marquês. Talvez se venha a saber agora que não são só socialistas os autores de tanta lavagem…
Nestas questões de grande dimensão (muitos milhões), os primeiros a serem acusados são raia miúda, por cá representada pelo saloio sócras. Os fatos Armani não conseguem ocultar a sua origem…

Solimani – a estória contada por mim

Eu conto esta estória assim:

solimani

Os militares sunitas que ficaram no desemprego depois da morte de Sadam Hussein, encetaram um movimento de retomada do poder em 2007, logo a seguir à morte do ditador, que era sunita, e que tinha preenchido os principais lugares de poder no Iraque por homens sunitas.

Assim nasceu o autodenominado Estado Islâmico (EI). Geograficamente começou por ser um conjunto de manchas à volta de cidades habitadas por gente sunita. Essas manchas territoriais expandiram-se para a zona da Síria, que estava em guerra civil desde 2011, iniciada quando das primaveras árabes, e confiscaram poços de petróleo, bancos, e outros equipamentos que necessitavam para se financiar.

Entretanto os EUA instalaram-se militarmente no Iraque e promoveram aí a subida ao poder de um governo eleito democraticamente. Assim aconteceu. No governo assim formado refletiu aproximadamente as percentagens de sunitas e xiitas que habitam o Iraque. Ao contrário do regime de Sadam, esse governo tinha mais xiitas que sunitas.

O Irão prosseguia as iniciativas para expandir a sua influência política e religiosa na região. Manobrou, e conseguiu que as contradições no seio do governo iraquiano se saldassem num desentendimento grave. O governo demitiu-se e aquele que o substituiu já não incorporou elementos sunitas. A revolta dos sunitas nas ruas foi enorme, sucedendo-se bombas em locais públicos que matarem muitos xiitas e não só.

A principal forma que o Irão encontrou para expandir a sua influência no Iraque foi a de armar e financiar milícias xiitas de homens iraquianos. É aqui que surge Qassem Soleimani a dirigir essas milícias. Trata-se de um general iraniano (Persa) que se distinguiu na guerra Irão – Iraque (1980-88) como grande estratega (tinha 61 anos de idade quando morreu).

Entretanto deu-se um êxodo grande de sunitas da Arábia Saudita para os locais controlados pelo EI, eram homens e mulheres descontentes com a monarquia saudita e que viam com bons olhos a reconstituição do Grande Califado sunita, sob a forma de República Islâmica (e não monarquia), aonde imperasse a lei da sharia, em toda antiga região do Mediterrâneo.

A Arábia Saudita sentiu-se ameaçada, e seus aliados Norte Americanos também. Lançaram então uma cruzada contra o EI. Fizeram aliança com os curdos e com as milícia xiitas iraquianas. O comandante que mais se distinguiu nesta reação ao EI foi precisamente o General Qassem Soleimani. A partir daí foi considerado um “santo islâmico”, e era adorado tanto no Irão como no Iraque (pelos xiitas iranianos e iraquianos).

Portanto este general é iraniano e lutou ao lado dos EUA contra o EI (!). Vejam aqui…

Entretanto aproximou-se o dia das eleições nos EUA. O staff de Donald Trump percebeu que a popularidade dele estava a baixar quando só faltam nove meses para as eleições. Era necessário criar um facto bombástico que elevasse Donald Trump à categoria de herói (como aconteceu com Obama e Bin Laden). Deste vez a vítima foi Qassem Soleimani!!!

Os amigos fartaram-se de o avisar que não era seguro surfar nas redes sociais dos americanos…

Por agora, a Leste, nada de novo! Tudo continuará na mesma… Com um herói assim, quem se atreve a votar noutro homem para presidente?

 

Uns dias depois da morte deste homem, o Irão retalia, mas avisa primeiro, para ninguém se aleijar. Lança 12 misseis contra duas bases militares iraquianas, aonde estavam também uns soldados americanos a dar formação… Não provocou mortes nem feridos, mas classificou o ato como “Grande Vingança”.

Ah! e, para além dos mísseis também abateram um avião comercial com destino à Turquia, cheio de passageiros, entre os quais o expião ou mais expiões que eles queriam matar. Talvez aquele ou aqueles que organizaram a morte de Solimani. Esta sim, FOI A GRANDE VINGANÇA.

Descarbonar Portugal em 1/01/2020

carro fumo ambiente

Segundo a Portdata.pt venderam-se em Portugal, em  2018, gasóleo e gasolina rodoviários (excluindo GPL e Gasóleo agrícola)
5,518E9 Kg
A combustão de 1 Kg de gasolina produz 10,4E6 calorias.
1 caloria vale, no S.I.    1,163E-6 KW.h
Portanto, em 2018, em Portugal gastaram-se-se 5,518E9x10,4E6=57,39E15 calorias
Convertendo para o S.I.  57,39E15x1,163E-6=66,74E9 KWh, ou seja 66.740 GWh –> Energia rodoviária total de 2018.
Admitindo que a eficiência térmica+mecânica dos veículos de combustão interna é de 60%, este número baixa para 40.044 GWh, que seria a energia elétrica suficiente para alimentar uma frota igual mas movida a eletricidade e com uma eficiência elétrica e mecânica de 100%.
Voltando à Portdata: a produção total de energia elétrica limpa, em Portugal,  em 2018, foi de
Hidroeletrica               13.600 GWh
Fotovoltaica                  1.000 GWh
Eólica                          12.900 GWl
Total                             37.500 GWh
 
Isto é: toda a eletricidade “limpa” hoje produzida em Portugal não chega para carregar as baterias dos camiões e automóveis se todos fossem convertidos para elétricos.
Este número (37.500) é uma média. A capacidade de produção em cada dia depende das condições ambientais (quantidade de chuva, sol e vento, respetivamente).
E esse é um dos problemas principais da “energia verde”; a dificuldade que existe, em  adaptar a energia verde que pode ser produzida em dado momento às necessidades de energia elétrica que os consumidores estão a necessitar nesse mesmo momento. As habitações, as fábricas, os transportes… Há portanto um custo associado à resolução deste problema, que muitas vezes se salda na necessidade de importar energia da rede internacional, que é muito cara (quem procura paga mais) ou necessidade de exportar para essa mesma rede, que é desvantajoso (quem oferece sujeita-se a vender a preços menores).
Mas ter energia elétrica verde não chega. É necessário que seja de qualidade. Ligar um parque eólico à rede de alta tensão, para aí injetar energia captada do vento, produz sempre perturbações na qualidade elétrica da rede.
  • Frequência;
  • Valor eficaz da tensão;
  • Cavas de tensão;
  • Sobretensões (swells);
  • Tremulação (flicker);
  • Desequilíbrio do sistema trifásico de tensões;
  • Distorção harmónica.

A implementação das correções necessárias são mais um custo a considerar na aposta “verde”.

E há o problema fiscal. O Estado cobra €0,60 por cada litro de combustível rodoviário ou seja 5,2E9x0.6= 3,1 mil milhões de euros. É uma taxa de imposto das maiores da Europa, provavelmente porque Portugal é um país que tem uma das mais altas taxas de utilização de energia renováveis da Europa. À medida que os combustíveis fósseis iam sendo substituídos por energias renováveis, a receita ISP (Imposto Sobre Produtos Petrolíferos) ia diminuindo, havendo necessidade de compensar essa diminuição com aumento do imposto. Quem pagou a descarbonação foi o automobilista…

Esta receita do Estado tem que passar a ser cobrada na energia dos veículos elétricos. Porém será muito difícil diferenciar tarifas para a energia elétrica rodoviária, e para outros tipos de utilização, pois é muito fácil pôr carregadores de baterias nas vivendas, garagens de condomínios, etc. longe dos olhares dos fiscais. É provável que esta transferência de imposto se faça para a generalidade da eletricidade. O início dessa transferência ocorreu hoje (01/01/2020), com a diminuição do IVA para quem consuma com contratos de baixa potência, 3,45 KVA (3.450 W). Com esta potência não é possível carregar a bateria de um carro numa noite, por mais pequeno que ele seja. No futuro, os “ricos” que paguem a crise (a classe média).

É caso para evocar o célebre título “Vícios Privados, Públicas Virtudes”. E eu a pensar que o desígnio político de diminuir o custo da eletricidade se destinava a aumentar o poder de compra dos portugueses. E mais a palhaçada de ir pedir a Bruxelas autorização para implementar esta medida. Agora parece-me óbvio que se tratou de uma medida-cobaia para estudar em Portugal a melhor forma de transitar para energia “verde”. Se resultar, embandeira-se em arco que mais uma vez Portugal esteve na frente das decisões corretas, numa área que vai tocar num futuro próximo a outros países da Europa…

Tudo se resolve à císes da Europa…

Tudo se resolve à custa de novos e sofisticados equipamentos de regulação e correção.

Em resumo;

  • Vêm aí grandes negócios se quisermos mudar o paradigma atual da produção / consumo de energia.
  • Vem aí diminuição acentuada da ocorrência de doenças pulmonares e outras associadas à poluição atmosférica. SOBRETUDO NAS GRANDES CIDADES.
  • A energia elétrica passará a ter preços muito superiores aos atuais. Isso é bom porque irá reduzir o consumo , isto é, irá atuar no primeiro e principal dos três “R”s do Ambiente (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Ou seja, com preços muito altos as pessoas vão pensar duas vezes antes de carregar no interruptor (da televisão, da máquina de lavar, do ar condicionado, do automóvel).
  • Os principais afetados com a transferência para “energia verde” serão os indivíduos da classe média, pois são os que estão habituados a consumos elevados de energia; como escolher escolas para as crianças a pensar em levá-las e trazê-las de carro, aquecer as casas acima dos padrões de conforto mínimo, ir de férias ou fins-de-semana para muito longe de casa, dar preferência a restaurantes ou táxis com ar condicionado, etc.).
  • A consequência anterior fará deslocar os votos dos eleitores da classe média para os partidos negacionistas ou para partidos que, embora reconheçam que existem alterações climáticas, não as atribuem às emissões de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis. ISSO PODE SER A PIOR DAS CONSEQUÊNCIAS… Partidos que, uma vez no governo, vão boicotar medidas de descarbonação decididas por governos anteriores.
  • E, uma vez que a propaganda é quem mais ordena, aparecerão muitas mais Gretas Thunberg com discursos cada vez mais catastróficos, com a intenção de induzir os consumidores a aceitarem os aumentos de preços da energia.

Espero estar cá em 2021, para comparar o que aconteceu com os “palpites” que aqui deixo.

Dois terços da energia consumida em Portugal vêm do petróleo e do gás