Morto por ter cão, morto por não o ter…

corona

Um cientista, médico de uma universidade norte americana, foi há pouco (28/03/2020, às 13 horas) entrevistado na CNN e disse o seguinte:

A morbilidade do Covi-19 tem sido calculada assim:

[número de mortos/número de infetados]

Ora, nós não sabemos o valor correto do denominador, pois muitíssimas pessoas podem ser portadores do vírus e não o saberem, isto é, podem estar infetadas sem o saber (os assintomáticos).

Isto prova que a morbilidade deste vírus é muito menor que os 3%-4% que têm sido calculados pelas autoridades.

Para que fosse possível calcular este rácio de uma forma mais precisa, os governos deveriam lançar um inquérito por amostragem representativa, fazendo testes às pessoas que caíssem na amostra, e de seguida inferir o valor mais correto da morbilidade.

Por outro lado as medidas de restrição à circulação de pessoas, encerramento de unidades produtivas, etc., sabe-se que vão provocar uma recessão económica de dimensão incalculável. Seguramente muito mais grave que a recente recessão conhecida por Subprime.

Esta recessão, que será conhecida certamente por Recessão Covid-19, vai criar condições de sobrevivência humana muito más, sobretudo às classes mais desfavorecidas, e com isso, morrerão milhões de pessoas. Essas mortes devem ser consideradas mortes indiretas do Covid-19 e, fazendo as contas, o valor final da morbilidade só pode subir. Fórmula:

[(número de mortos durante a epidemia + mortes da recessão)/número total de infetados]

Portanto não será assim tão estúpido defender a diminuição do rigor do confinamento em ordem a atenuar o impacto negativo na economia.

É claro que o número de mortes durante a epidemia vai ficar conotado com a habilidade ou inabilidade que o governo teve nas medidas que tomou para a combater, ao passo que as mortes durante a recessão vão ser consideradas por motivos económicos, sendo que os governos não tiveram meios para as combater.

 

Concentrado de memes de direita

Esta entrevista a Olavo de Carvalho é interessante de assistir pois sistematiza com clareza e de uma forma compacta o pensamento de Direita, no Brasil. Talvez não seja exagero acrescentar; e em todo o Mundo Ocidental.

Nele se encontram elementos, memes, que costumo encontrar nos textos de blogs da direita portuguesa.

A tese de que, a parir dos anos 60, as ideias de esquerda tomaram de assalto as universidades e os meios de comunicação de massas está aqui bem exposto. E considera que essa usurpação do poder de ensinar e de comunicar pela esquerda fez com que o debate público das ideias de direita fosse completamente silenciado…

O estilo do discurso vernáculo-ordinário que este “filósofo” usa, faz-me pensar que a Direita adotou esse estilo numa tentativa de captar para as suas hostes os elementos da população mais rudes, menos intelectuais e menos instruídas academicamente. Esses homens e mulheres que podem ser mais facilmente conduzidos num projeto messiânico. Seguir o líder por crer nele e não por defender suas ideias…

Esse estilo pode ser encontrado em Trump, Bolsonaro e até em Boris Johnson embora mais burilado.

Outra ideia chave que apresenta é a de que o comunismo degenerou numa esquerda defensora de todos os oprimidos, e não só dos oprimidos da classe operária. Segundo este senhor, a base de potenciais interessados numa política de esquerda foi ampliada, passando a incorporar outros oprimidos para além dos clássicos operários. A saber, as mulheres, os LGBT, e outras causas “fraturantes”.

E é espantoso quando ficamos a saber que a Direita Nacionalista Brasileira atribui aos grandes capitalistas a ampliação acima referida, sugerindo que o Grande Capital recuperou as ideias de esquerda para mais facilmente fazer negócios em certas áreas. Ou seja, o Grande Capital financia e surfa as ideias de esquerda para atingir seus objetivos de dominação.

Democracia e Saúde

corona gráfico

Nas democracias de inspiração anglo saxónica, qualquer medida que é necessário tomar a nível do governo central, está sujeita a dois andamentos antes de ser implementada:
1- Quanto custa?
2- Quem vai pagar?
Só depois de haver resposta concreta a estas duas perguntas é que se passa à fase de implementação.
Nos países em que há controlo do governo central sobre a emissão de moeda é muito mais fácil ter decisões céleres, pois a resposta, imediata, a ambas, é: “O Estado”.
Daí que tenha sido a China o país que rapidamente controlou a epidemia. Os 80.000 casos de contágio lá registados são uma gota de água no oceano, para uma população de 2.000.000.000. São cerca de 0,004% de população infetada. Em Itália são 8%! DUZENTAS VEZES MAIS!!!

A Itália foi visitada por 9.000.000 de turistas chineses no ano de 2019…

O futuro do outsourcing…

 

torno automático

Imaginem que, no futuro, há empresários portugueses candidatos a criar a sua própria empresa de componentes mecânicas. Imaginem que têm poder económico para comprar uma IMPRESSORA 3D como esta.

Uma vez na posse dela podem aceitar encomendas de peças com (quase) todas as formas possíveis, para serem utilizadas na produção nacional ou para serem exportadas.

Os clientes (nacionais ou estrangeiros) só têm que mandar o MODELO da peça que desejam comprar (às centenas ou milhares) e o empresário português só tem que fazer o programa de produção dessa peça e gravá-lo na IMPRESSORA 3D…

A partir daí é só produzir.

E podem ainda copiar peças sobressalentes de (quase) todo o tipo de máquinas, na candonga… para concorrerem no mercado paralelo de sobresselentes…

E as mais sofisticadas destas máquinas são dotadas de software de inteligência artificial, que se autoprogramam e que, à medida que vão produzindo peças umas atrás das outras vão optimizando as operações necessárias. De forma que, a centésima peça e seguintes, fabricam-nas mais rápido e melhor que as anteriores.