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Pandemia do gafanhoto

A vida é um estado da matéria; matéria viva. Tem as suas leis.
O planeta está-se nas tintas para o que pensa uma espécie das muitas que o habitam – o Homem -.

Quando há condições objetivas para que se forme uma praga de gafanhotos – falta de predadores que os comam – logo entra em ação a lei que faz desaparecer toda a comida de gafanhoto (a fome). A seguir muitos morrem de fome, ficando vivos somente os que se satisfazem com a pouca comida que ficou. Ou então entra em ação a lei que faz proliferar as espécies predadoras de gafanhotos. Neste caso, muitos são comidos, ficando poucos vivos, que terão certamente muito mais comida para sobreviver, independentemente de se tratar de predadores maiores que gafanhotos – andorinhas por exemplo – ou muito mais pequenos – bactérias ou vírus.
A espécie humana não consegue escapar a esta lei da vida, por muita vaidade que a faça sentir-se superior à espécie “gafanhotos” ou superior a todas as outras espécies que habitam o Planeta Terra…

Os liberais de pacotilha, como Trump ou Bolsonaro, defendem o “deixai a natureza atuar” porque têm no bolso a vacina do CoronaVíros que vão utilizar.

E ainda há pessoas que, ao ouvirem os discursos destes dois homens, acham que são estúpidos. Eles são é muito espertos…

Corona-V e Aquecimento Global

boing 737 max 8

Com as restrições cada vez maiores às viagens turísticas e outras, principalmente por avião, as emissões de CO2 e NO2 no planeta Terra vão diminuir drasticamente também…

Muitos milhares de aviões de longo curso estão a ficar colados ao chão, com os motores parados. A crise começou com os Boeing 737-Max que estão estacionados no solo (mais de 1.000 aeronaves destas paradas vai para um ano) desde que se descobriu que tinham um defeito de fabrico que pode ser fatal para quem neles viaje… um moderno avião destes queima 32.000 litros de querosene (petróleo de iluminação) de cada vez que voa entre Paris e Nova York. De regresso gasta outros tantos litros!

E as excursões de autocarro também diminuíram drasticamente em zonas aonde a epidemia se instalou… Alguém arrisca ir numa excursão a Itália, de autocarro? Alguém arrisca fazer uma excursão ao Lago Liangzi a partir de Wuhan (nem o deixavam, já que as mesmas não são autorizadas em cidades de quarentena…). Quem se arrisca a fazer um cruzeiro nos tempos que correm? Toda a gente se vai lembrar do navio japonês Diamond Princess, recheado de pessoas infetadas).

navio cruzeiro

De repente, milhões de litros de querosene deixam de ser queimados, todos os dias. E outros milhões de litros de gasóleo ou fuelóleo pesado (o grande responsável pelo gás poluente NO2).

Alterações implementadas pelo homem mas… por medo da morte a curto prazo! Na verdade, o receio de que os nossos filhos e netos não consigam sobreviver num planeta destruído por nós, não nos motiva a arrepiar caminho nas políticas energéticas desastrosas que temos seguido, mas se algo acontecer que nos ameace a vida a curto prazo, nós estamos prontos a  atuar. Egoístas!

Para os religiosos, trata-se da mão de Deus, a dar uma ajudinha na descarbonação do Planeta Terra. Assim se fala na gíria religiosa.

Mas há uma gíria cientifica equivalente, que refere o perigo que é, para a saúde pública, haver grandes conglomerados de zonas habitacionais (Wuhan tem 11 milhões de habitantes, metade de Pequim, 5 vezes mais que Lisboa). Nesses sítios é muito difícil combater uma doença contagiosa, devido à proximidade física entre os seres infetados e os saudáveis. Situação agravada pela grande mobilidade com que um infetado pode deslocar-se na superfície terrestre (10 horas de voo da China à Europa – 8.000 km). Os grandes aeroportos estão sempre junto a grandes cidades.

O Corona-V tem mais poder para cancelar o aeroporto do Montijo que todos os autarcas, ministros e presidente da república de Portugal.
Será por causa dele, Corona, que o aeroporto não se construirá, uma vez que se prevê diminuição drástica de voos aéreos em todo o mundo. E em particular na Europa, que já foi considerada uma região de alto risco na propagação do vírus.

Na fotografia seguinte, da NASA, vê-se aonde, na Europa, se concentra grande quantidade de NO2.

NO2

Descarbonar Portugal em 1/01/2020

carro fumo ambiente

Segundo a Portdata.pt venderam-se em Portugal, em  2018, gasóleo e gasolina rodoviários (excluindo GPL e Gasóleo agrícola)
5,518E9 Kg
A combustão de 1 Kg de gasolina produz 10,4E6 calorias.
1 caloria vale, no S.I.    1,163E-6 KW.h
Portanto, em 2018, em Portugal gastaram-se-se 5,518E9x10,4E6=57,39E15 calorias
Convertendo para o S.I.  57,39E15x1,163E-6=66,74E9 KWh, ou seja 66.740 GWh –> Energia rodoviária total de 2018.
Admitindo que a eficiência térmica+mecânica dos veículos de combustão interna é de 60%, este número baixa para 40.044 GWh, que seria a energia elétrica suficiente para alimentar uma frota igual mas movida a eletricidade e com uma eficiência elétrica e mecânica de 100%.
Voltando à Portdata: a produção total de energia elétrica limpa, em Portugal,  em 2018, foi de
Hidroeletrica               13.600 GWh
Fotovoltaica                  1.000 GWh
Eólica                          12.900 GWl
Total                             37.500 GWh
 
Isto é: toda a eletricidade “limpa” hoje produzida em Portugal não chega para carregar as baterias dos camiões e automóveis se todos fossem convertidos para elétricos.
Este número (37.500) é uma média. A capacidade de produção em cada dia depende das condições ambientais (quantidade de chuva, sol e vento, respetivamente).
E esse é um dos problemas principais da “energia verde”; a dificuldade que existe, em  adaptar a energia verde que pode ser produzida em dado momento às necessidades de energia elétrica que os consumidores estão a necessitar nesse mesmo momento. As habitações, as fábricas, os transportes… Há portanto um custo associado à resolução deste problema, que muitas vezes se salda na necessidade de importar energia da rede internacional, que é muito cara (quem procura paga mais) ou necessidade de exportar para essa mesma rede, que é desvantajoso (quem oferece sujeita-se a vender a preços menores).
Mas ter energia elétrica verde não chega. É necessário que seja de qualidade. Ligar um parque eólico à rede de alta tensão, para aí injetar energia captada do vento, produz sempre perturbações na qualidade elétrica da rede.
  • Frequência;
  • Valor eficaz da tensão;
  • Cavas de tensão;
  • Sobretensões (swells);
  • Tremulação (flicker);
  • Desequilíbrio do sistema trifásico de tensões;
  • Distorção harmónica.

A implementação das correções necessárias são mais um custo a considerar na aposta “verde”.

E há o problema fiscal. O Estado cobra €0,60 por cada litro de combustível rodoviário ou seja 5,2E9x0.6= 3,1 mil milhões de euros. É uma taxa de imposto das maiores da Europa, provavelmente porque Portugal é um país que tem uma das mais altas taxas de utilização de energia renováveis da Europa. À medida que os combustíveis fósseis iam sendo substituídos por energias renováveis, a receita ISP (Imposto Sobre Produtos Petrolíferos) ia diminuindo, havendo necessidade de compensar essa diminuição com aumento do imposto. Quem pagou a descarbonação foi o automobilista…

Esta receita do Estado tem que passar a ser cobrada na energia dos veículos elétricos. Porém será muito difícil diferenciar tarifas para a energia elétrica rodoviária, e para outros tipos de utilização, pois é muito fácil pôr carregadores de baterias nas vivendas, garagens de condomínios, etc. longe dos olhares dos fiscais. É provável que esta transferência de imposto se faça para a generalidade da eletricidade. O início dessa transferência ocorreu hoje (01/01/2020), com a diminuição do IVA para quem consuma com contratos de baixa potência, 3,45 KVA (3.450 W). Com esta potência não é possível carregar a bateria de um carro numa noite, por mais pequeno que ele seja. No futuro, os “ricos” que paguem a crise (a classe média).

É caso para evocar o célebre título “Vícios Privados, Públicas Virtudes”. E eu a pensar que o desígnio político de diminuir o custo da eletricidade se destinava a aumentar o poder de compra dos portugueses. E mais a palhaçada de ir pedir a Bruxelas autorização para implementar esta medida. Agora parece-me óbvio que se tratou de uma medida-cobaia para estudar em Portugal a melhor forma de transitar para energia “verde”. Se resultar, embandeira-se em arco que mais uma vez Portugal esteve na frente das decisões corretas, numa área que vai tocar num futuro próximo a outros países da Europa…

Tudo se resolve à císes da Europa…

Tudo se resolve à custa de novos e sofisticados equipamentos de regulação e correção.

Em resumo;

  • Vêm aí grandes negócios se quisermos mudar o paradigma atual da produção / consumo de energia.
  • Vem aí diminuição acentuada da ocorrência de doenças pulmonares e outras associadas à poluição atmosférica. SOBRETUDO NAS GRANDES CIDADES.
  • A energia elétrica passará a ter preços muito superiores aos atuais. Isso é bom porque irá reduzir o consumo , isto é, irá atuar no primeiro e principal dos três “R”s do Ambiente (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Ou seja, com preços muito altos as pessoas vão pensar duas vezes antes de carregar no interruptor (da televisão, da máquina de lavar, do ar condicionado, do automóvel).
  • Os principais afetados com a transferência para “energia verde” serão os indivíduos da classe média, pois são os que estão habituados a consumos elevados de energia; como escolher escolas para as crianças a pensar em levá-las e trazê-las de carro, aquecer as casas acima dos padrões de conforto mínimo, ir de férias ou fins-de-semana para muito longe de casa, dar preferência a restaurantes ou táxis com ar condicionado, etc.).
  • A consequência anterior fará deslocar os votos dos eleitores da classe média para os partidos negacionistas ou para partidos que, embora reconheçam que existem alterações climáticas, não as atribuem às emissões de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis. ISSO PODE SER A PIOR DAS CONSEQUÊNCIAS… Partidos que, uma vez no governo, vão boicotar medidas de descarbonação decididas por governos anteriores.
  • E, uma vez que a propaganda é quem mais ordena, aparecerão muitas mais Gretas Thunberg com discursos cada vez mais catastróficos, com a intenção de induzir os consumidores a aceitarem os aumentos de preços da energia.

Espero estar cá em 2021, para comparar o que aconteceu com os “palpites” que aqui deixo.

Dois terços da energia consumida em Portugal vêm do petróleo e do gás

Coelhos climáticos saem da cartola!

europa empresas poluentes

Podemos ver aqui os lindos navios da MSC:

https://www.msccruzeiros.pt/pt-pt/Descubra-MSC/Os-Nossos-Navios.aspx

A primeira das centrais acima listadas é polaca depois vêm as alemãs. A central Drax, inglesa, devia estar nesta lista, pois é a sexta mais poluente na Europa. Não consta!

São os países mais industrializados que produzem mais poluição atmosférica (+ de 70%).

Porém o coelho mais importante que eu gostaria de conhecer é aquele que nunca, até hoje, vi sair da cartola: Qual a percentagem de poluição atmosférica produzida pelos automóveis particulares, relativamente à poluição total. Em CO2 e em NO2. Isto é, sem contar com os transportes de mercadorias ou transportes públicos.

“Emergência Climática”, a aparição de Greta…

greta

É a maior operação mediática de propaganda jamais vista em tempo de paz!

Todos os ativistas clamam intervenção dos governos, para minorar os efeitos catastróficos que se prevêem caso a água dos oceanos subam. Será construindo diques?, ninguém se atreve a propor medidas concretas.

Guterres fala em que as grandes empresas devem mudar.

Apela a eleitores e eleitos para que pressionem os governos.

Mas não responde às perguntas que estão na boca de toda a gente: “quanto vai custar?” e “quem vai pagar?”. Mais uma vez não é de esperar que sejam os ricos a pagar esta crise, por isso os pobres estão inquietos e dizem; mais uma crise que vai sobrar p’ra mim!!!

As classes sociais com menos recursos económicos não vão aceitar apertar mais o cinto. Basta ver o que se está a passar em França por causa de uma hipotética baixa do valor das pensões de reforma.

O buraco do ozono está a fechar…

Julgo que é um facto com que nos devemos congratular.

Há dez anos o buraco do ozono era uma preocupação pública. O que fazia o buraco abrir eram os gases dos frigoríficos e ares condicionados  e os sprays a sair das latas… (Clorofluorocarboneto CFC).

buraco do ozono

Até os idosos que frequentavam as filas para pagar do Pingo Doce de Algés mostravam grande preocupação com o facto de esse buraco estar a abrir, citando invariavelmente notícias do Correio da Manhã. Segundo esses idosos a culpa era do Governo, como sempre.

Hoje, para meu grande espanto, constato que vários jornais informam que o referido buraco está a fechar! Porém o Correio da Manhã nada diz sobre o assunto…

Terá o Governo resolvido o problema sem dizer nada a ninguém?

Parece que não. Afinal a culpa do buraco estar a fechar é dos gases com efeito de estufa, que estão a aumentar na atmosfera…

No campeonato dos gases, os flatos de bovino estão a ganhar aos CFC.

metanometro vacas

Lítio…

lítio

Metal alcalino com metade da densidade da água.

Portanto é um metal que flutua!

Teve origem no Big Bang.

Há muito em Portugal.

Até lhe chamam “ouro branco” e está a gerar uma nova “Quimera do Ouro” lá Para Trás-os-Montes… e na Bolívia também, até provocou a demissão de Evo Morales, o presidente da república da Bolívia (um dos países com mais reservas de lítio do planeta Terra).

Ver aqui…

Informações para incendiários

incêndio

Não sabem aonde podem por fogo à floresta com grande probabilidade de se transformar num fogo de grandes dimensões?

O jornal Expresso e outros jornais dão as notícias que agradam aos incendiários. É que eles detestam atear fogos que são rapidamente extintos. Porém, informados desta maneira não correm esse risco.

Quanto a mim, estas notícias deviam ser divulgadas somente à Proteção Civil, para que tomasse as providências necessárias à prevenção de incêndios nas áreas a que dizem respeito.