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DE COSTAS VOLTADAS

Num passado recente, um país da NATO atacou instalações petrolíferas de outro país da NATO. Foi durante a guerra da Síria. Coisa nunca antes vista. O agressor foi a Turquia, o alvo atingido foram instalações petrolíferas da TOTAL, petrolífera francesa.

Desde então os incidentes sucedem-se:

A França questionou:

  • a legitimidade da pesquisa de gás natural que a Turquia está fazendo no Mediterrâneo Oriental, junto à fronteira da UE.
  • a legitimidade da intervenção armada da Turquia no Líbano.
  • o envio pela Turquia de mercenários da guerra da Síria para Nagorno-Karabakh, em apoio às pretensões do Azerbaijão, contra a Arménia (país de maioria cristã).
  • o silêncio da Turquia quanto ao assassinato em França de um professor, Samuel Paty, por um jovem muçulmano, com requintes de malvadez. Nem sequer um voto de pesar foi recebido no Eliseu.
  • a forma como Erdogan se referiu em público ao presidente francês. Chamou-o de maluco, mando-o ir ao médico…

Desde que o Reino Unido saiu da União Europeia que a França parece querer ocupar o seu lugar no que diz respeito ao poder das armas. No dia seguinte à explosão de grandes dimensões que ocorreu no porto do Beirute. Macron apresentou-se no local, que visitou com altos funcionários franceses e membros do governo libanês. Na forma como falou para as televisões parecia “o dono daquilo tudo”.

Desde que faliram as iniciativas de ocidentalização que ficaram conhecidas por Primaveras Árabes, Recep Tayyip Erdoğan, Presidente da República da Turquia, vende para consumo interno o sonho de restaurar o Império Otomano, com o esplendor de outrora. Isto é:”Islam First”.

São muitos os interesses que França tem para defender; Síria, Líbano, Mali, etc, tudo assuntos a tratar com uma ameaça de fundo comum; o poder islâmico.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1612491/declaracoes-de-erdogan-sobre-macron-sao-inaceitaveis-considera-borrell

DECAPITADO !!!

decapitadoNa França vivem 7 milhões de muçulmanos (mais de 10% da população total). Há seis universidades que ministram cursos de teologia islâmica. São queimados na via pública mais de 80 automóveis por dia, na maioria  dos casos incendiados por intolerância religiosa de extremistas islâmicos.  Só no ano de 2015 mais de  40 imãs (sacerdotes que pregam nas mesquitas) foram deportados por fazerem propaganda a favor do terrorismo islâmico em mesquitas francesas. Pelo menos dois cidadãos franceses foram decapitados em atos de terrorismo por intolerância religiosa, praticada por muçulmanos radicais. Um jornal humorista foi atacado à bala por divulgar imagens satíricas de Maomé, tendo sido assassinadas 14 pessoas e 7 ficaram em estado grave.

É num contexto destes que um professor de História, Samuel Paty, que lecionava num liceu dos arredores de Paris, resolveu exibir nas aulas imagens satíricas de Maomé, como forma de mostrar como se defende a liberdade de expressão em França.

Alguns dos seus alunos eram muçulmanos (talvez 10%).

A fera foi provocada! e o resultado foi dramático, o professor foi assassinado e decapitado por um jovem muçulmano extremista com 18 anos de idade…

Não havia necessidade…

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ESTATUÁRIA !

“Isto não é obsceno” dizem elas. E quem é que disse que era? Talvez tenha sido uma pobre emigrante muçulmana que estava de porteira no museu quando uma turista quis entrar e tinha um decote maior que o normal (assim interpretou a porteira).

Na prática trata-se de uma manifestação feminista de defesa de valores menores, como a importância de dar formação aos porteiros…

https://www.dn.pt/mundo/estudante-foi-barrada-a-porta-do-museu-de-orsay-devido-a-decote-12709586.html

Pandemia do gafanhoto

A vida é um estado da matéria; matéria viva. Tem as suas leis.
O planeta está-se nas tintas para o que pensa uma espécie das muitas que o habitam – o Homem -.

Quando há condições objetivas para que se forme uma praga de gafanhotos – falta de predadores que os comam – logo entra em ação a lei que faz desaparecer toda a comida de gafanhoto (a fome). A seguir muitos morrem de fome, ficando vivos somente os que se satisfazem com a pouca comida que ficou. Ou então entra em ação a lei que faz proliferar as espécies predadoras de gafanhotos. Neste caso, muitos são comidos, ficando poucos vivos, que terão certamente muito mais comida para sobreviver, independentemente de se tratar de predadores maiores que gafanhotos – andorinhas por exemplo – ou muito mais pequenos – bactérias ou vírus.
A espécie humana não consegue escapar a esta lei da vida, por muita vaidade que a faça sentir-se superior à espécie “gafanhotos” ou superior a todas as outras espécies que habitam o Planeta Terra…

Os liberais de pacotilha, como Trump ou Bolsonaro, defendem o “deixai a natureza atuar” porque têm no bolso a vacina do CoronaVíros que vão utilizar.

E ainda há pessoas que, ao ouvirem os discursos destes dois homens, acham que são estúpidos. Eles são é muito espertos…

Nascer & Morrer

bebé e velho

A mediatização que se está a fazer dos projetos de lei sobre a despenalização da eutanásia, obriga-nos, mesmo que não queiramos, a pensar nestes dois momentos da vida de todas pessoas, homens e mulheres. E animais também, mas isso é outra conversa…

O que sentirá um bebé no ato de nascer? o que sentirá uma pessoa quando está a morrer? (na hora da morte – amen).

À luz da neuro ciência nós somos máquinas em toda a acessão da palavra “máquina”. Tudo o que se passa em nós, enquanto seres vivos, é regulado e tem origem em enzimas, correntes elétricas, hormonas sintetizadas nas glândulas endócrinas e noutras, etc.

Por outras palavras, um ser vivo não é mais que um corpo de matéria orgânica e mineral, animado por contextos físico-químicos  que se sucedem, regulados por um programa informático – o ADN. Na Bíblia chamam a esse contexto “sopro de vida”.

Se assim for, é natural que o bebé tenha fortes sensações quando está a nascer. Pois quando estava dentro da barriga da mãe, grande parte das suas funções vitais ainda não tinham condições para entrar em funcionamento. Mal comparado seria como um automóvel acabado de sair da linha de montagem que ainda nunca teve o motor a trabalhar, nem o ar condicionado ligado, nem o limpa-vidros a funcionar…

O bebé já nasce com o coração a bater e o sangue a circular, mas ainda não sentiu a sensação da luz a estimular o nervo ótico, nem a sensação do ar a entrar e sair dos pulmões, nem sequer a sensação de comida na boca a solicitar que seja salivada e engolida. Até a sensação de prazer parece só ter quando, logo a seguir ao nascimento, o bebé faz xixi. Que alívio!

E na hora da morte?

Uma coisa sabemos nós; “o sono é a antecâmara da morte”. Lugar esse que permite apreciarmos o que se está a passar, a morte, como se fosse um sonho; agora nem sinto o coração, e já não consigo abrir os olhos, nem levantar um braço. Que sonho tão estranho!

É muito provável que, quem tem a sorte de sair deste mundo passando antes pela antecâmara “o sono”, tenha morte mais tranquila e menos dolorosa do que se for “empurrado” para fora desta vida por uma morte rápida, fulminante; um desastre violento ou um suicídio à bala ou “à corda”. Mas mesmo nestes casos haverá uma antecâmara: o estado de coma.

Uma coisa é certa; se estamos em grande sofrimento físico e ou psicológico, a morte chega muito mais de vagar, multiplicando por mil o sofrimento sentido, à semelhança da sensação que temos quando o autocarro “nunca mais” chega. Cada minuto que passa parece meia-hora. Parece e é! nestas coisas a subjetividade é que conta. O sentir é que conta. É legítimo desejarmos acelerar a “coisa”.

Acelerar sim, mas que não sejam outros a matar-me, como já escrevi aqui   e aqui.

Solimani – a estória contada por mim

Eu conto esta estória assim:

solimani

Os militares sunitas que ficaram no desemprego depois da morte de Sadam Hussein, encetaram um movimento de retomada do poder em 2007, logo a seguir à morte do ditador, que era sunita, e que tinha preenchido os principais lugares de poder no Iraque por homens sunitas.

Assim nasceu o autodenominado Estado Islâmico (EI). Geograficamente começou por ser um conjunto de manchas à volta de cidades habitadas por gente sunita. Essas manchas territoriais expandiram-se para a zona da Síria, que estava em guerra civil desde 2011, iniciada quando das primaveras árabes, e confiscaram poços de petróleo, bancos, e outros equipamentos que necessitavam para se financiar.

Entretanto os EUA instalaram-se militarmente no Iraque e promoveram aí a subida ao poder de um governo eleito democraticamente. Assim aconteceu. No governo assim formado refletiu aproximadamente as percentagens de sunitas e xiitas que habitam o Iraque. Ao contrário do regime de Sadam, esse governo tinha mais xiitas que sunitas.

O Irão prosseguia as iniciativas para expandir a sua influência política e religiosa na região. Manobrou, e conseguiu que as contradições no seio do governo iraquiano se saldassem num desentendimento grave. O governo demitiu-se e aquele que o substituiu já não incorporou elementos sunitas. A revolta dos sunitas nas ruas foi enorme, sucedendo-se bombas em locais públicos que matarem muitos xiitas e não só.

A principal forma que o Irão encontrou para expandir a sua influência no Iraque foi a de armar e financiar milícias xiitas de homens iraquianos. É aqui que surge Qassem Soleimani a dirigir essas milícias. Trata-se de um general iraniano (Persa) que se distinguiu na guerra Irão – Iraque (1980-88) como grande estratega (tinha 61 anos de idade quando morreu).

Entretanto deu-se um êxodo grande de sunitas da Arábia Saudita para os locais controlados pelo EI, eram homens e mulheres descontentes com a monarquia saudita e que viam com bons olhos a reconstituição do Grande Califado sunita, sob a forma de República Islâmica (e não monarquia), aonde imperasse a lei da sharia, em toda antiga região do Mediterrâneo.

A Arábia Saudita sentiu-se ameaçada, e seus aliados Norte Americanos também. Lançaram então uma cruzada contra o EI. Fizeram aliança com os curdos e com as milícia xiitas iraquianas. O comandante que mais se distinguiu nesta reação ao EI foi precisamente o General Qassem Soleimani. A partir daí foi considerado um “santo islâmico”, e era adorado tanto no Irão como no Iraque (pelos xiitas iranianos e iraquianos).

Portanto este general é iraniano e lutou ao lado dos EUA contra o EI (!). Vejam aqui…

Entretanto aproximou-se o dia das eleições nos EUA. O staff de Donald Trump percebeu que a popularidade dele estava a baixar quando só faltam nove meses para as eleições. Era necessário criar um facto bombástico que elevasse Donald Trump à categoria de herói (como aconteceu com Obama e Bin Laden). Deste vez a vítima foi Qassem Soleimani!!!

Os amigos fartaram-se de o avisar que não era seguro surfar nas redes sociais dos americanos…

Por agora, a Leste, nada de novo! Tudo continuará na mesma… Com um herói assim, quem se atreve a votar noutro homem para presidente?

 

Uns dias depois da morte deste homem, o Irão retalia, mas avisa primeiro, para ninguém se aleijar. Lança 12 misseis contra duas bases militares iraquianas, aonde estavam também uns soldados americanos a dar formação… Não provocou mortes nem feridos, mas classificou o ato como “Grande Vingança”.

Ah! e, para além dos mísseis também abateram um avião comercial com destino à Turquia, cheio de passageiros, entre os quais o expião ou mais expiões que eles queriam matar. Talvez aquele ou aqueles que organizaram a morte de Solimani. Esta sim, FOI A GRANDE VINGANÇA.

REFUGIADOS, PARLAMENTO EUROPEU REPROVA AJUDA!!!

mar refugiadosCom a capacidade económica e financeira que a União Europeia tem. é uma vergonha que deixe milhares de refugiados embarcarem em barcos de borracha todos os dias arriscando a vida a atravessar o oceano. A UE já devia ter promovido uma ponte aérea e/ou naval para que esses migrantes fizessem a travessia em condições de segurança, poupando milhares de mortes inglórias e evitando a exploração dessas gentes por traficantes sem escrúpulos. Já devia ter promovido reuniões entre associações patronais e sindicatos no sentido de criarmos condições de acolhimento e trabalho para essas pessoas… Mas é muito pouco provável que estas ações venham a acontecer. O mais provável é que tudo descambe numa solução tipo nazi, de má memória…

Na realidade estamos a viver um ambiente político / económico muito semelhante ao que deu origem à revolução russa (luta dos oprimidos pela nobreza russa) a que se seguiu a reação oposta; o nazismo, que emergiu no centro da Europa, isto é, na zona com maiores conhecimentos científicos e tecnológicos da época; Alemanha e países limítrofes.

Agora, como então, existe um movimento ditatorial de contestação à ordem estabelecida do Mar Negro ao Golfo de Adan, uma Revolução, nos países muçulmanos (ISIS, DAECH), semelhante ao movimento bolchevique que implementou a Ditadura do Proletariado na Rússia.

Agora, como então, surgiu um movimento migratório dos habitantes das zonas em conflito, para as zonas de maior probabilidade de sobrevivência. Pessoas fugindo à guerra, às arbitrariedades, à fome, à falta de perspetivas de futuro.

Em 1914 russos migraram em massa para a Alemanha e países limítrofes. Pessoas espoliadas de seus haveres, que tinham dinheiro suficiente para a longa viagem, incluído os judeus ricos fugindo às expropriações.

Em 2019 árabes estão a migrar para a Europa. Os que têm dinheiro suficiente para pagar aos traficantes dos botes de borracha, e não só. São pessoas que sobreviveram aos bombardeamentos e à destruição de suas casas, vilas, cidades…

Em ambos os casos migraram alguns homens e mulheres que abraçaram os ideais da Revolução, os russos da revolução comunista, os árabes da revolução muçulmana. Essas mulheres e homens, após instalarem-se nos países de acolhimento, divulgaram seus ideais de como construir uma sociedade melhor. E obtiveram eco nas populações locais, não obstante as campanhas de difamação desses ideias nos média dos países de acolhimento. Basta ler os jornais europeus da altura (incluindo portugueses) e vê-se que dizem do comunismo de então e do islamismo de agora aquilo que Maomé não ousou dizer do presunto…

Os bolcheviques apregoavam a necessidade da revolução comunista mundial, militantes do ISIS apregoam exatamente o mesmo…

Não obstante as reações de rejeição, muitas mulheres e homens europeus aderiram ao ideal comunista em 1914 e ao ideal muçulmano em 2019. Estes últimos foram apelidados depreciativamente de “radicalizados”, os primeiros foram apelidados depreciativamente de “comunistas”.

É tudo parecido demais para que possamos dizer com alguma segurança

“vem aí a 3ª Guerra Mundial”.

 

 

Ramadão

islão muçulmanos

De acordo com astrónomos entendidos, o Ramadão começou no sábado passado, dia 4, às 22:47 horas.

Para um muçulmano rigoroso não é fácil saber em que dia e hora começa e acaba o período do Ramadão, que deve ser cumprido uma vez por ano. É uma complicação.

Durante esse período os crentes em Alá podem comer, beber, fumar, fornicar, somente no período que vai do por-do-sol ao nascer-do-sol…

Um amigo meu, tunisino, engenheiro e diretor de um departamento de uma grande fábrica no país dele, muçulmano convicto, explicou-me que “Alá gosta e protege os que cumprem o Ramadão” porque o jejum é uma forma de treinar o corpo a obedecer à mente. Isto é, o bom muçulmano é aquele que consegue reprimir os impulsos de animal que existem em si, é uma forma de domesticar o corpo para que ele, corpo, responda só à vontade da sua mente. Se sentir vontade de “partir a cara ao vizinho” não o deve fazer, deve esperar que acabe o Ramadão…

E os médicos dizem que, durante o jejum, o corpo dedica-se somente a eliminar toxinas e a purificar o aparelho digestivo.

Cumprir o Ramadão só nos pode fazer bem!.

Não está nada mal pensado, disse eu para comigo, é disto que nós, ocidentais, estamos a necessitar, para por um pouco de ordem na nossa sociedade hedonista e entregue à fast-food!