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MASCARA OU NÃO.

As pessoas que, na indústria, lidam com filtros, sabem usar máscaraque qualquer filtro simples (só com uma malha filtrante) consegue reter as partículas indesejáveis em 90%. Porém, quando o fluido tem duas barreiras, filtro duplo, essa percentagem passa cerca de 95% das partículas retidas.

Isto significa que, se dentro de uma casa houver uma concentração de partículas portadores do vírus de 100 partículas por unidade de volume de uma inspiração humana, um indivíduo que lá esteja sem máscara capta para o interior do seu nariz e boca 100 partículas em cada inspiração.

Outro indivíduo que esteja no mesmo local com máscara, só capta para o interior das suas vias respiratórias 10 ou 5 partículas em cada inspiração.

Isto é verdade quando se pretende filtrar poeiras no ar, impurezas na água, partículas em suspensão no óleo dos motores.

Se for válido para partículas Covid19 em suspensão no ar (parece evidente que seja), isso significa que quem usa máscara, está 10 a 20 vezes mais protegido de contrair a doença do que quem não a usa.

Também se deduz que usar máscara não protege 100% quem a usa. Pode apanhar a doença mesmo sendo muito cuidadoso cuidadoso.

Na Suécia, não aconselham o uso de máscara, porque dizem que esse ato induz nas pessoas uma sensação falsa de imunidade. Porque não explicam ao povo que é melhor 5% do que 100%?

CONFINAMENTO II

Se o vírus fosse deixado à solta a economia ainda sofria mais.

Em Portugal, mais de 15% dos trabalhadores ativos empregados sofrem de uma doença crónica. Vão todos os dias trabalhar, mas não se podem esquecer de tomar os remédios; para a asma, para os diabetes, para a tensão arterial, para a gota, para a angina de peito, etc.

Esses doentes crónicos têm todo o tipo de níveis de qualificações nas empresas, cozinheiro a chefe de mesa, capataz a contramestre, passando por eletricista, canalizador, técnico de AVAC, gerentes, membros do conselho de administração, e de uma maneira geral pessoas cuja a assinatura é necessária para pagar contas das empresas, etc.

Com o Covid19 à solta, (cinemas, restaurantes, bares, estádios cheios) em menos de um mês, milhões de pessoas ficavam infetadas, os hospitais deixavam de poder acudir à maioria delas, os doentes crónicos começavam a faltar ao emprego e muitos batiam a bota…

Será que um cinema pode estar aberto ao público se o operador da máquina de projetar estiver doente? A obra da vivenda que está na fase de montar os fios elétricos pode prosseguir se o eletricista estiver doente? A fábrica de acessórios de plástico para automóveis continua a produzir se o técnico de reparação de moldes estiver no hospital?

A REACÇÃO CONTRATACA !

Copiado do Blesfémias.org

Desta vez criticam as recentes medidas do executivo que impõem, entre outras coisas, o uso de máscara na rua.

Metáfora imperfeita;
Não se vê nenhum borrego com capacete de mota, nenhum com cinto de segurança de automóvel, nenhum com colete de salvação ou boia, para representarem os borregos que têm respetivamente motocicleta, automóvel, barco.


São três obrigações impostas por lei, que não deveriam existir se fossemos um país livre…

Isto sem falar na carneirada que anda nas obras com capacetes brancos que não servem para nada e com botas de biqueira de aço tão incómodas de usar…

A utilização de EPIs devia ser abolida, ficado a sua utilização ao critério de cada um. Porém, se um dia isso vier a acontecer, o SMS deve recusar tratar as pessoas que não se protegem, e deve mandá-los para os hospitais privados. Aqueles que representam menos Estado na saúde…

Morto por ter cão, morto por não o ter…

corona

Um cientista, médico de uma universidade norte americana, foi há pouco (28/03/2020, às 13 horas) entrevistado na CNN e disse o seguinte:

A morbilidade do Covi-19 tem sido calculada assim:

[número de mortos/número de infetados]

Ora, nós não sabemos o valor correto do denominador, pois muitíssimas pessoas podem ser portadores do vírus e não o saberem, isto é, podem estar infetadas sem o saber (os assintomáticos).

Isto prova que a morbilidade deste vírus é muito menor que os 3%-4% que têm sido calculados pelas autoridades.

Para que fosse possível calcular este rácio de uma forma mais precisa, os governos deveriam lançar um inquérito por amostragem representativa, fazendo testes às pessoas que caíssem na amostra, e de seguida inferir o valor mais correto da morbilidade.

Por outro lado as medidas de restrição à circulação de pessoas, encerramento de unidades produtivas, etc., sabe-se que vão provocar uma recessão económica de dimensão incalculável. Seguramente muito mais grave que a recente recessão conhecida por Subprime.

Esta recessão, que será conhecida certamente por Recessão Covid-19, vai criar condições de sobrevivência humana muito más, sobretudo às classes mais desfavorecidas, e com isso, morrerão milhões de pessoas. Essas mortes devem ser consideradas mortes indiretas do Covid-19 e, fazendo as contas, o valor final da morbilidade só pode subir. Fórmula:

[(número de mortos durante a epidemia + mortes da recessão)/número total de infetados]

Portanto não será assim tão estúpido defender a diminuição do rigor do confinamento em ordem a atenuar o impacto negativo na economia.

É claro que o número de mortes durante a epidemia vai ficar conotado com a habilidade ou inabilidade que o governo teve nas medidas que tomou para a combater, ao passo que as mortes durante a recessão vão ser consideradas por motivos económicos, sendo que os governos não tiveram meios para as combater.

 

Democracia e Saúde

corona gráfico

Nas democracias de inspiração anglo saxónica, qualquer medida que é necessário tomar a nível do governo central, está sujeita a dois andamentos antes de ser implementada:
1- Quanto custa?
2- Quem vai pagar?
Só depois de haver resposta concreta a estas duas perguntas é que se passa à fase de implementação.
Nos países em que há controlo do governo central sobre a emissão de moeda é muito mais fácil ter decisões céleres, pois a resposta, imediata, a ambas, é: “O Estado”.
Daí que tenha sido a China o país que rapidamente controlou a epidemia. Os 80.000 casos de contágio lá registados são uma gota de água no oceano, para uma população de 2.000.000.000. São cerca de 0,004% de população infetada. Em Itália são 8%! DUZENTAS VEZES MAIS!!!

A Itália foi visitada por 9.000.000 de turistas chineses no ano de 2019…

Corona-V e Aquecimento Global

boing 737 max 8

Com as restrições cada vez maiores às viagens turísticas e outras, principalmente por avião, as emissões de CO2 e NO2 no planeta Terra vão diminuir drasticamente também…

Muitos milhares de aviões de longo curso estão a ficar colados ao chão, com os motores parados. A crise começou com os Boeing 737-Max que estão estacionados no solo (mais de 1.000 aeronaves destas paradas vai para um ano) desde que se descobriu que tinham um defeito de fabrico que pode ser fatal para quem neles viaje… um moderno avião destes queima 32.000 litros de querosene (petróleo de iluminação) de cada vez que voa entre Paris e Nova York. De regresso gasta outros tantos litros!

E as excursões de autocarro também diminuíram drasticamente em zonas aonde a epidemia se instalou… Alguém arrisca ir numa excursão a Itália, de autocarro? Alguém arrisca fazer uma excursão ao Lago Liangzi a partir de Wuhan (nem o deixavam, já que as mesmas não são autorizadas em cidades de quarentena…). Quem se arrisca a fazer um cruzeiro nos tempos que correm? Toda a gente se vai lembrar do navio japonês Diamond Princess, recheado de pessoas infetadas).

navio cruzeiro

De repente, milhões de litros de querosene deixam de ser queimados, todos os dias. E outros milhões de litros de gasóleo ou fuelóleo pesado (o grande responsável pelo gás poluente NO2).

Alterações implementadas pelo homem mas… por medo da morte a curto prazo! Na verdade, o receio de que os nossos filhos e netos não consigam sobreviver num planeta destruído por nós, não nos motiva a arrepiar caminho nas políticas energéticas desastrosas que temos seguido, mas se algo acontecer que nos ameace a vida a curto prazo, nós estamos prontos a  atuar. Egoístas!

Para os religiosos, trata-se da mão de Deus, a dar uma ajudinha na descarbonação do Planeta Terra. Assim se fala na gíria religiosa.

Mas há uma gíria cientifica equivalente, que refere o perigo que é, para a saúde pública, haver grandes conglomerados de zonas habitacionais (Wuhan tem 11 milhões de habitantes, metade de Pequim, 5 vezes mais que Lisboa). Nesses sítios é muito difícil combater uma doença contagiosa, devido à proximidade física entre os seres infetados e os saudáveis. Situação agravada pela grande mobilidade com que um infetado pode deslocar-se na superfície terrestre (10 horas de voo da China à Europa – 8.000 km). Os grandes aeroportos estão sempre junto a grandes cidades.

O Corona-V tem mais poder para cancelar o aeroporto do Montijo que todos os autarcas, ministros e presidente da república de Portugal.
Será por causa dele, Corona, que o aeroporto não se construirá, uma vez que se prevê diminuição drástica de voos aéreos em todo o mundo. E em particular na Europa, que já foi considerada uma região de alto risco na propagação do vírus.

Na fotografia seguinte, da NASA, vê-se aonde, na Europa, se concentra grande quantidade de NO2.

NO2

Nascer & Morrer

bebé e velho

A mediatização que se está a fazer dos projetos de lei sobre a despenalização da eutanásia, obriga-nos, mesmo que não queiramos, a pensar nestes dois momentos da vida de todas pessoas, homens e mulheres. E animais também, mas isso é outra conversa…

O que sentirá um bebé no ato de nascer? o que sentirá uma pessoa quando está a morrer? (na hora da morte – amen).

À luz da neuro ciência nós somos máquinas em toda a acessão da palavra “máquina”. Tudo o que se passa em nós, enquanto seres vivos, é regulado e tem origem em enzimas, correntes elétricas, hormonas sintetizadas nas glândulas endócrinas e noutras, etc.

Por outras palavras, um ser vivo não é mais que um corpo de matéria orgânica e mineral, animado por contextos físico-químicos  que se sucedem, regulados por um programa informático – o ADN. Na Bíblia chamam a esse contexto “sopro de vida”.

Se assim for, é natural que o bebé tenha fortes sensações quando está a nascer. Pois quando estava dentro da barriga da mãe, grande parte das suas funções vitais ainda não tinham condições para entrar em funcionamento. Mal comparado seria como um automóvel acabado de sair da linha de montagem que ainda nunca teve o motor a trabalhar, nem o ar condicionado ligado, nem o limpa-vidros a funcionar…

O bebé já nasce com o coração a bater e o sangue a circular, mas ainda não sentiu a sensação da luz a estimular o nervo ótico, nem a sensação do ar a entrar e sair dos pulmões, nem sequer a sensação de comida na boca a solicitar que seja salivada e engolida. Até a sensação de prazer parece só ter quando, logo a seguir ao nascimento, o bebé faz xixi. Que alívio!

E na hora da morte?

Uma coisa sabemos nós; “o sono é a antecâmara da morte”. Lugar esse que permite apreciarmos o que se está a passar, a morte, como se fosse um sonho; agora nem sinto o coração, e já não consigo abrir os olhos, nem levantar um braço. Que sonho tão estranho!

É muito provável que, quem tem a sorte de sair deste mundo passando antes pela antecâmara “o sono”, tenha morte mais tranquila e menos dolorosa do que se for “empurrado” para fora desta vida por uma morte rápida, fulminante; um desastre violento ou um suicídio à bala ou “à corda”. Mas mesmo nestes casos haverá uma antecâmara: o estado de coma.

Uma coisa é certa; se estamos em grande sofrimento físico e ou psicológico, a morte chega muito mais de vagar, multiplicando por mil o sofrimento sentido, à semelhança da sensação que temos quando o autocarro “nunca mais” chega. Cada minuto que passa parece meia-hora. Parece e é! nestas coisas a subjetividade é que conta. O sentir é que conta. É legítimo desejarmos acelerar a “coisa”.

Acelerar sim, mas que não sejam outros a matar-me, como já escrevi aqui   e aqui.