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Poucos portugueses

Mesmo que o INE não tivesse posto em evidência a diminuição da população residente, as pessoas atentas desconfiavam de que algo de mal está a acontecer na demografia cá do burgo.

Basta assistir às entrevistas dos “nossos” atletas nas olimpíades de Tóquio para percebermos que eles (os nossos representantes além fronteiras) não são portugueses de gema, na sua maioria. Falam mal português, e não nasceram no solo pátrio do país que estão a representar. Há exceções, é certo.

Pedro Pichardo, triplo salto, Cuba;

Ariol Dongmo, lançamento do peso, Camarões;

Nelson Évora, salto em comprimento, Cabo-Verde;

Jorge Fonseca, judo, São Tomé;

Patrícia Mamona, triplo salto, Angola.

COVID E DEMOCRACIA…

Uma coisa é atingir a imunidade de grupo com a curva de infeções pouco inclinada, outra é com uma curva muito inclinada ou até exponencial. Mal comparado, é conseguir descarregar uma barragem cheia, abrindo os descarregadores ao máximo ou descarregá-la dinamitando o muro. Os estragos esperados em um e no outro casos são muito diferentes.

A capacidade de propagação do Covid19 tem muito mais a ver com o nível de mobilidade do ser humano atual do que com alguma característica especial deste vírus. Pelo menos é o que parece se compararmos o volume de transportes aéreos (nº de voos x nº passageiros) de hoje e de há 30 anos atrás, o volume de transportes terrestres em autoestrada, viagens em cruzeiros, etc.

Está a ser, de facto, uma boa oportunidade de testar a resiliência das populações dos países democráticos anglo saxónicos a medidas anti democráticas tomadas pelos governos com a “desculpa” de controlo da epidemia.

Isso até pode ser bom, numa época em que os ventos sopram contra as referidas democracias. As pessoas já se aperceberam que a “Deusa Democracia anglo saxónica” não foi mais que um estratagema dos países que ganharam a guerra do século XX, para se apoderarem das riquezas dos países pouco desenvolvidas tecnologicamente. Esses países foram desapossados das suas riquezas, por compra, de uma forma legal. Porém o impacto social de aumento de pobreza a que essas compras conduziram provocam hoje o descontentamento geral das pessoas. Sem que elas saibam bem porquê, elas querem mudar.

Por isso o advento do Corona vírus pode facilitar a transiçõ de democracias anglo saxónicas para democracias musculadas…

Esperam-nos “Democracias do tipo chinês ou russo”. Atrás de tempos, tempos vêm..

CONFINAMENTO II

Se o vírus fosse deixado à solta a economia ainda sofria mais.

Em Portugal, mais de 15% dos trabalhadores ativos empregados sofrem de uma doença crónica. Vão todos os dias trabalhar, mas não se podem esquecer de tomar os remédios; para a asma, para os diabetes, para a tensão arterial, para a gota, para a angina de peito, etc.

Esses doentes crónicos têm todo o tipo de níveis de qualificações nas empresas, cozinheiro a chefe de mesa, capataz a contramestre, passando por eletricista, canalizador, técnico de AVAC, gerentes, membros do conselho de administração, e de uma maneira geral pessoas cuja a assinatura é necessária para pagar contas das empresas, etc.

Com o Covid19 à solta, (cinemas, restaurantes, bares, estádios cheios) em menos de um mês, milhões de pessoas ficavam infetadas, os hospitais deixavam de poder acudir à maioria delas, os doentes crónicos começavam a faltar ao emprego e muitos batiam a bota…

Será que um cinema pode estar aberto ao público se o operador da máquina de projetar estiver doente? A obra da vivenda que está na fase de montar os fios elétricos pode prosseguir se o eletricista estiver doente? A fábrica de acessórios de plástico para automóveis continua a produzir se o técnico de reparação de moldes estiver no hospital?

DE COSTAS VOLTADAS

Num passado recente, um país da NATO atacou instalações petrolíferas de outro país da NATO. Foi durante a guerra da Síria. Coisa nunca antes vista. O agressor foi a Turquia, o alvo atingido foram instalações petrolíferas da TOTAL, petrolífera francesa.

Desde então os incidentes sucedem-se:

A França questionou:

  • a legitimidade da pesquisa de gás natural que a Turquia está fazendo no Mediterrâneo Oriental, junto à fronteira da UE.
  • a legitimidade da intervenção armada da Turquia no Líbano.
  • o envio pela Turquia de mercenários da guerra da Síria para Nagorno-Karabakh, em apoio às pretensões do Azerbaijão, contra a Arménia (país de maioria cristã).
  • o silêncio da Turquia quanto ao assassinato em França de um professor, Samuel Paty, por um jovem muçulmano, com requintes de malvadez. Nem sequer um voto de pesar foi recebido no Eliseu.
  • a forma como Erdogan se referiu em público ao presidente francês. Chamou-o de maluco, mando-o ir ao médico…

Desde que o Reino Unido saiu da União Europeia que a França parece querer ocupar o seu lugar no que diz respeito ao poder das armas. No dia seguinte à explosão de grandes dimensões que ocorreu no porto do Beirute. Macron apresentou-se no local, que visitou com altos funcionários franceses e membros do governo libanês. Na forma como falou para as televisões parecia “o dono daquilo tudo”.

Desde que faliram as iniciativas de ocidentalização que ficaram conhecidas por Primaveras Árabes, Recep Tayyip Erdoğan, Presidente da República da Turquia, vende para consumo interno o sonho de restaurar o Império Otomano, com o esplendor de outrora. Isto é:”Islam First”.

São muitos os interesses que França tem para defender; Síria, Líbano, Mali, etc, tudo assuntos a tratar com uma ameaça de fundo comum; o poder islâmico.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1612491/declaracoes-de-erdogan-sobre-macron-sao-inaceitaveis-considera-borrell

DECAPITADO !!!

decapitadoNa França vivem 7 milhões de muçulmanos (mais de 10% da população total). Há seis universidades que ministram cursos de teologia islâmica. São queimados na via pública mais de 80 automóveis por dia, na maioria  dos casos incendiados por intolerância religiosa de extremistas islâmicos.  Só no ano de 2015 mais de  40 imãs (sacerdotes que pregam nas mesquitas) foram deportados por fazerem propaganda a favor do terrorismo islâmico em mesquitas francesas. Pelo menos dois cidadãos franceses foram decapitados em atos de terrorismo por intolerância religiosa, praticada por muçulmanos radicais. Um jornal humorista foi atacado à bala por divulgar imagens satíricas de Maomé, tendo sido assassinadas 14 pessoas e 7 ficaram em estado grave.

É num contexto destes que um professor de História, Samuel Paty, que lecionava num liceu dos arredores de Paris, resolveu exibir nas aulas imagens satíricas de Maomé, como forma de mostrar como se defende a liberdade de expressão em França.

Alguns dos seus alunos eram muçulmanos (talvez 10%).

A fera foi provocada! e o resultado foi dramático, o professor foi assassinado e decapitado por um jovem muçulmano extremista com 18 anos de idade…

Não havia necessidade…

Continue a ler DECAPITADO !!!

Política & futebol

Com esta cena, suponho que o PS deu um tiro no pé.

As ligações da política ao futebol têm historicamente fama de serem pouco aconselháveis, ainda mais quando o representante do futebol está indiciado de faltas graves do foro cível e criminal.

A adubar esta sementeira de problemas que António Costa está a semear, dá-se o caso de André Ventura, responsável máximo do partido de extrema direita em ascensão “Chega”, não ter aproveitado esta situação para atacar publicamente o PS.

Até parece que o Chega está a ser financiado com dinheiros do futebol…

E, lá dizia a raposa Salazar: “Em política, o que parece, é…”.

O primeiro problema já veio ao de cima; Luís Filipe Vieira despediu António Costa do lugar para onde o tinha convidado !!! Não é um problema de menor importância: O presidente de um clube de futebol despedir um primeiro ministro…

ESTATUÁRIA !

“Isto não é obsceno” dizem elas. E quem é que disse que era? Talvez tenha sido uma pobre emigrante muçulmana que estava de porteira no museu quando uma turista quis entrar e tinha um decote maior que o normal (assim interpretou a porteira).

Na prática trata-se de uma manifestação feminista de defesa de valores menores, como a importância de dar formação aos porteiros…

https://www.dn.pt/mundo/estudante-foi-barrada-a-porta-do-museu-de-orsay-devido-a-decote-12709586.html

Renda Segura

Com programa Renda Segura, da Câmara municipal de Lisboatodos ganham:
. Ganha o dono do apartamento, porque beneficia de um inquilino (a Câmara Municipal) que lhe paga uma renda aceitável, sem grande probabilidade de entrar em incumprimento e sem andar sempre a ser substituido por outro inquilino (induzindo obras o outras despesas adicionais).
. Ganha a Câmara Municipal, porque aumenta o número de munícipes (residentes) que são consumidores e geram mais receitas para a Câmara, sob a forma de pagamento de taxas & etc.
. Ganha o ambiente porque diminuem os movimentos pendulares diários de entrada e saída em Lisboa. São pessoas que se deslocam de carro, a julgar pelos valores que pagam de renda.
. Ganham os novos residentes porque só com este programa renda-segura conseguem o que tanto desejavam – viver no concelho de Lisboa.
. Ganham os Bancos, pois fizeram empréstimos avultados para recuperação dos imóveis e ficariam mais uma vez com créditos mal parados se os donos dos apartamentos continuassem a não faturar nada, como acontece hoje.