Imposto de sucessões*

Quando uma garrafa de vinho muda de dono paga imposto (IVA), quando uma casa muda de dono paga imposto (IMT), quando o dinheiro de uma empresa muda para o empregado (salário) paga imposto (IRS). Etc.

Não se entende porque razão algum iluminado dirigente, lá para trás no tempo, definiu que a  taxa de imposto de sucessões e doações passaria a ser 0% (em tempos não muito remotos não o era).

É disto que se trata. A tributação existe, simplesmente a taxa é zero, pelo que é como se não existisse.

Está mal! se todos os bens que transitam de mão pagam imposto, as sucessões e doações também deviam pagar, como acontece nos países civilizados.

Quando um casal se divorcia e uma das partes é indemnizada chorudamente também devia pagar. Desconfio que a forte militância que se regista em implementar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem a ver este tipo de isenção fiscal.

  • De pais para filhos

[aventar 14-02-2016]

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Reposição da sobretaxa

Segundo a PaF, quem ganha mais de 1000€/mês é rico, tinha que pagar a crise… toca a lançar sobretaxas sobre essa classe de parasitas, e… muita propaganda nos meios de comunicação a explicar que a Direita protege os pobrezinhos (aqueles que não têm dinheiro para comer, quanto mais para pagar IRS…). Esta propaganda, que teve como principal objetivo suscitar a inveja dos que ganham menos, surtiu o seu efeito, tire-se-lhes o chapéu!
Lançar a discordia para reinar sempre foi o primeiro conselho de Maquievel ao seu príncipe!
Mas foi poucochinho! mesmo sabendo que a este embuste foi adicionado outro mais requintado (operação Marquês).

Enfim… o PSD+CDS lá tiveram em conjunto 36% dos votos em Out 2015. Poucochinho para conseguir governar…

Acabar por agora com as sobretaxas só fica bem ao PS. Não é mais que repor a justiça a quem trabalha…

[Insurgente 14/02/2015]

Não querem aumento da carga fiscal?

Então vamos fazer assim:

Plano C:

Investigar a cena dos carros de serviço ao serviço da esposa do gerente em regime de utilização exclusiva, por ela. Ela que nem sequer pertence aos quadros da empresa. Obrigar a empresa a refazer as declarações de IRC dos últimos 10 anos, retirando todos os custos associados ao carro, e cobrar os valores corretos de IRC + juros de mora legais.
São milhões roubados aos cofres do Estado que estão a fazer falta… Os custos retirados são considerados remuneração do dito gerente, o qual deve refazer as sua declarações de rendimentos em sede de IRS dos últimos 10 anos e pagar as diferenças de IRS que forem assim apuradas, com juros de mora.
E o jovem filho da senhora, que ia para a faculdade com o VW polo, também da empresa (compra, manutenção, gasóleo, etc., etc.), ia pelo mesmo caminho…

É assim que gostam?

As crises do capitalismo

São os capitalistas que provocam as crises do capitalismo. É o modus operandis estratégico que se destina a concentrar o capital nas mãos de meia dúzia de famílias que pretendem dominar toda a produção mundial. Isso é tanto mais viável quanto mais identificação existe entre capital e meios de produção.

A cada ciclo, que eles chamam de “crise” ocorre uma maior concentração de capital nas mãos d’”Os Mesmos”. Os ricos ficam mais ricos e os pobres ainda mais pobres. Chamam-lhe crise para convencer o pagode a estar do lado deles. Contam com os médias (que também lhes pertencem) para fazerem essa lavagem de cérebro.

Foram os acordos de Bretton-Woods que fundaram o capitalismo moderno, indexando o valor das moedas ao preço do ouro, em 1944, quando já se sabia quem ganharia a segunda Grande Guerra

Mas foi o louco do Nixon (ou melhor os manda-chuva da Federal Reserve), em plena guerra do Vietname, na luta renhida pela hegemonia mundial, que acabou com esses acordos e libertou o dólar da paridade com o ouro, em 1971, 30 anos mais tarde. A grande negociata da reconstrução da Europa e de outras partes do mundo desfeitas pela guerra, assim o determinou. O Plano Marshall baseou-se todo em emissões fantasmas de uma hecatombe de dólares, dólares esses que não teriam qualquer valor se estivessem indexados ao ouro existente em Fort Knox. Tantos dólares deslumbraram os dirigentes europeus mas não Estaline…

Mais 30 anos volvidos, em 2001, George W. Bush (ou melhor os manda-chuva da Federal Reserve), resolve baixar drasticamente os juros dos empréstimos do FED (o tal que cria dinheiro a partir do nada), pondo em marcha a maior burla do século XXI que consistiu em emprestar massivamente dinheiro a quem não tinha meios para pagar os empréstimos. E deu ordem ao banco emissor de euros para fazer o mesmo. O resultado foi a falência em massa dos pequenos bancos comerciais, quando a bolha rebentou. Os clientes desses bancos que não faliram fizeram-se clientes dos grandes bancos, e os pequenos bancos que ficaram à beira da falência foram “comprados” pelos grandes bancos… por 1 dólar!

Daqui a 14 anos, se não for antes, vamos assistir ao mesmo baile… Os poderosos passam a hiper-poderosos!

Se tudo correr bem ainda estarei cá para assistir a este último baile (para mim será o último! felizmente não sou eterno…).

 

 

Pregar no deserto

É imoral o nível de impostos que uma sapataria paga. Não se percebe porque razão o empresário não a instalou na deserto do Sara. Lá, aonde não há estradas, nem água potável, nem esgotos, nem forças de segurança nem estruturas de saúde, etc., é sem dúvida um oásis para quem odeia impostos…
Só tem um problema. É que lá os sapatos têm pouca saída!

Pacotes de açucar

Os grandes economistas deste país nunca fizeram a conta às toneladas de açúcar que o país desperdiça quando deita no lixo milhões de pacotes desse bem importado, todos os dias.

Nem nunca fizeram a conta da fuga aos impostos que está oculta no simples gesto de usar carro de serviço em viagens privadas.

Os países desenvolvidos há muito fizeram essas contas e baniram esses e outros semelhantes desperdícios. É com razão que choram a rir da piada do António Costa! Nós outros temos que, simplesmente, chorar…

Os portugueses são uns pategos!