Ódio

17 de março de 2019, na Austrália, um atentado a tiro, que demorou 7 minutos, fez 49 mortos e 20 feridos. O assassino é um australiano de 28 anos chamado Brenton Tarrant, que pediu, e foi-lhe concehomem armadodida, licença de porte de arma, em 2017. Viajou pela Europa meses antes de fazer este lindo “serviço”!. Na Europa visitou cidades e lugares aonde muçulmanos levaram a cabo atentados contra cristãos, e visitou lugares que foram sede de organizações paramilitares antimuçulmanos, como por exemplo o   Convento de Cristo   em Tomar, Portugal.

Quanto mais ampla for a divulgação destes crimes (muitas vezes mostrando pormenores sórdidos a eles associados), mais “ideias” são dadas a outros cidadãos que também tenham sido atacados pelo “vírus” do ódio. Esses, quando leem as notícias, dizem para consigo automaticamente: “se este gajo foi capaz de fazer isto, também eu o serei”! gozando antecipadamente os prazeres associados a estes atos, isto é, antevendo o prazer de descarregar o ódio no objeto odiado e de assistir ao sofrimento que lhe infligiu. Em acréscimo antecipa a glória de vir a ser conhecido e comentado em todo o mundo, e de ver o seu ideal divulgado e vingado.

Sim, por trás de um ser que odeia, está sempre a desculpa da defesa de um ideal que ele persegue e que ele considera universal, inquestionável. É assim no ódio por ideais políticos (nazismo, comunismo, islamismo), ou por ideais sociais (homofobia, violência doméstica, racismo), ou por ideais religiosos (islamofobia, cristianofobia, anti-semitismo) e até por ideais desportivos, quando o fanático sente que o seu clube é o maior e melhor e que não ganha os campeonatos porque seus inimigos não deixam (o treinador, o árbitro, a federação)…

Só é possível lutar contra os crimes de ódio, adotando medidas que impliquem:

  • Educação das crianças, desde muito cedo, no respeito pelo outro, pelos direitos do semelhante. Não lhes fazia mal nenhum conhecerem o essencial do Código Civil.
  • Prevenir a escalada da violência afastando a vítima do fanático, pois a proximidade alimenta o ódio.
  • Se houve violência física, não divulgar os pormenores, para que diminua a probabilidade de ocorrerem outros crimes por imitação.

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