Despedimento com justa causa

PCP logotipoOs trabalhadores por conta de outrem que exercem cargos de chefia ou equiparados, são escolhidos pela entidade patronal para exercerem esses cargos por questões de competência e por terem a confiança da hierarquia na capacidade de cumprirem a filosofia de gestão que a administração define. Isto é válido para um supermercado, para uma serralharia ou para um partido político.

Se uma cadeia de lojas de comida definir superiormente que devem ser retirados de venda todos os produtos que estão em antevéspera de terminar o prazo de validade, o chefe de uma determinada loja não pode contrariar esta diretiva definindo que na sua loja os produtos sejam retirados no próprio dia em que expira a sua validade. Essa definição é legal formalmente, mas contraria a filosofia de gestão da empresa, pelo que esse diretor pode ser acusado de desobediência e ser despedido com justa causa. Ou pode ser-lhe retirada a cheia, com justa causa e sem perda de remuneração.

É estranho que os dirigentes do PCP não saibam isto, e tenham tentado afastar um empregado que não cumpria as diretivas filosóficas do partido, humilhando-o, dando-lhe tarefas e local de trabalho diferentes daquelas que ele tinha aceite até então, sem obter previamente a sua concordância. Por isso o juiz esteve bem ao mandar que fosse reintegrado no seu posto de trabalho porque, colocar um funcionário “na prateleira”, é ilegal, é considerado assédio moral.

Em casos como estes é normal que o juiz aplique à empresa (o Partido) uma coima (como no conhecido caso da corticeira) por ter precisamente praticado um ato ilegítimo: assédio moral.

A reintegração de um funcionário (ou da operária caso da corticeira) levanta porém, o problema grave de estar a patrocinar uma relação de trabalho futura que não interessa ao trabalhador nem interessa ao patrão, porque continua a haver falta confiança de um no outro com grave prejuízo para o ambiente de trabalho. O patrão (ou chefe direto) vai colocar o trabalhador em regime de tolerância zero e vai dar-lhe os piores trabalhos, isto é, vai “mostrar quem manda”, colocando-o em inferioridade de tratamento comparado com os colegas. Do lado do trabalhador ele vai olhar com lupa todas as ordens que receber e recusar aqueles que julgar não serem estritamente legais, provocando conflito.

Quando patrão e trabalhador estão desavindos ao ponto de haver recurso a tribunais, a Lei não devia induzir o juiz a fazer reintegração. O trabalhador devia ser despedido SEM JUSTA CAUSA e devia beneficiar de uma indemnização paga pela empresa, compatível com o dano para a sua vida privada que o despedimento implicasse. Sem prejuízo de serem aplicadas as coimas legais à empresa.

E se a sentença fosse de despedimento com justa causa devia ser o trabalhador a indemnizar a empresa.

Desde o Maio de 68 que é legítimo dizer “quand on aime, on couche avec” o que implica também dizer “quand on n´aime pas, on ne couche pas avec…”

Expulsão ou provocação?

petroleiro em chamas

Sputnik: “O comandante da Marinha iraniana, Hossein Khanadi, disse neste domingo (12/06/2019), que os EUA devem deixar a região do Golfo Pérsico. O militar fez a afirmação ao comentar a presença norte-americana na região.”

El Pais, dia 13/06/2019: “Navios, um norueguês e um japonês [foram atacados e estão em chamas], estavam mais próximos da costa iraniana do que da dos Emirados. Algumas fontes indicam que foram usados torpedos contra os navios”.

Correio do Povo (Brasil): “O aiatolá Ali Khamenei se reuniu nesta quinta-feira (13/06/2019) em Teerã com Shinzo Abe, o primeiro chefe de Governo japonês a ter um encontro com o guia supremo iraniano desde a revolução islâmica de 1979.”.

Há dias foi anunciada a visita do japonês ao Irão com a finalidade de mediar o conflito EUA-Irão…

Das duas uma; ou foi o Irão que atacou hoje os petroleiros como forma de reforçar as palavras proferidas ontem pelo seu Comandante da Marinha, ou foram os EUA que o fizeram para daí virem a tirar ilações úteis na disputa que vêm alimentando com o Irão.

Qualquer das hipóteses é muito grave. Pode ser o início de uma nova guerra no Golfo Pérsico…
Umas horas depois os EUA reagem. Já tinham um vídeo para mostrar… Ver mn 0,16.
No dia seguinte as bolsas norte americanas sobem de valor… Vejam aqui porquê

Eles é que mandaram…

Vitor Constâncio

É insensato pensar que uma operação com a envergadura que teve o caso Berardo não tenha sido autorizada por Bruxelas. De resto, todas as operações que mexem com bancos e que necessitam de ir ao beija-mão do Banco de Portugal, são operações que só têm continuidade com a autorização do Eurogrupo. Ou não fossem os bancos “centrais” dos países do euro simples sucursais do Banco Central Europeu…

Não me parece provável que uma operação que consistiu em afastar a Opus Dei das decisões do maior banco privado português tenha sido concebida e executada só com a “prata da casa”…

 

 

Gerindo marcas…

coca cola

O gestor da marca pôs a circular uma notícia escandalosa falsa. A divulgação da mentira nos jornais e televisões fez com que a marca “David Carreiras” subisse de valor exponencialmente… Assim se vão fazendo “negócios”.

Outro caso que tem todo o aspeto de ser semelhante, é o da marca “Ronaldo“, que já deu a ganhar milhões ao Juventus…

É provável que, pelo caminho que está a percorrer a ciência publicitária, vejamos em breve ampla divulgação de uma notícia falsa que assevera que cada garrafa de Coca-Cola vai passar a conter 5 gramas de cocaína pura.