Dentro de um ano; mulheres conduzam!

muçulmana

Esta medida é objetivamente fator desestruturante da coesão social. Se chegar a entrar em vigor (o que duvido) vai fazer el-rei arrepender-se amargamente.
É que o sistema social muçulmano põe o coletivo à frente do individual, estruturando a sociedade em função ascendente do coletivo. A base é a família, depois a tribo, depois a região, depois o país (quando ele existe). Toda a economia se baseia nesta lógica. As liberdades individuais resumem-se ao que o individuo pode fazer depois de cumprir suas obrigações coletivas: Rezar, trabalhar (elas em casa), fazer filhos e proteger a família.
Abrir o mercado de trabalho às mulheres ( é o que a lei sugere) significava para eles multiplicar os problemas que já hoje têm com o desemprego e com a aplicação da sharia.
Podemos imaginar isso pensado no que aconteceria a um país europeu em que, de repente, as mulheres tivessem que sair do mercado de trabalho.
A lei que foi feita para entrar em vigor daqui a cerca de um ano, foi um fait divers para “inglês” ver. Para agradar ao ocidente, que é aonde reside a imensa riqueza acumulada pela família real saudita.

Surge agora, que a família real saudita tem dificuldades em explicar aos seus súbditos porque se opõe à maravilhosa ideia de “make Islamism great again”. Foi uma má ideia!

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Alterações climáticas e justiça…

Trump

A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura “abaixo de 2 graus centígrados” (relativamente à temperatura média global verificada antes da Era Industrial) e a “continuar os esforços para se atinja não 2 mas 1,5 graus nos anos 

futuros”.

O referido objetivo de 2ºC tinha sido definido em 2009, em Copenhaga, o que impõe uma redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) através de medidas de poupança de energia e de investimentos em energias renováveis e, por exemplo, reflorestamento.

O objetivo é atingir “um pico das emissões de GEE o mais cedo possível” e “em seguida, iniciar reduções rápidas (…) para chegar a um equilíbrio entre emissões” originadas por atividades humanas e aquelas “absorvidas pelos sumidouros de carbono durante a segunda metade do século XXI”, uma referência às florestas, mas também a técnicas de captação e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera.

Em 2009 – Copenhaga – , os países ricos prometeram 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020, para ajudar as nações em desenvolvimento a financiar a transição para energias limpas e a adaptação aos efeitos do aquecimento, dos quais são as primeiras vítimas.

Para termos uma noção da importância que esta reunião de Copenhaga teve para os países mais desenvolvidos devemos ler esta passagem que consta na Wikipedia:

“Em janeiro de 2014, documentos vazados por Edward Snowden, revelou que os negociadores do governo dos EUA recebiam informações durante a conferência que estavam sendo obtidas por espionagem contra outras delegações da conferência. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos forneceu delegados americanos com detalhes das posições e estratégias de outras delegações, incluindo o plano dinamarquês para “resgatar” as negociações caso parecer que pudesse fracassar. Os membros da equipe de negociação dinamarquês disseram que tanto as delegações dos EUA quanto chinesa pareciam “particularmente bem informados” sobre as discussões feitas à porta fechada. ”.

Voltando ao Acordo de Paris (2015), é de realçar o capítulo de “Perdas e Indemnizações”

O acordo reforça o mecanismo internacional, dito “de Varsóvia”, encarregado desta questão, e cujos dispositivos operacionais ainda estão por elaborar, mas que pretende que os países menos desenvolvidos sejam compensados pelos danos causados ao ambiente NO PASSADO, pelos países mais desenvolvidos.

Esta foi uma questão sensível, nomeadamente para os Estados Unidos, que receavam ações judiciais devido à “responsabilidade histórica” no aquecimento global.

Na altura (Obama), Washington conseguiu incluir uma cláusula, a qual definia que o Acordo de Paris “não servirá de base” para iniciar processos “de responsabilização ou compensações”.

Será a isto que se refere Trump quando diz que é injusto? É que grandes e chorudos negócios se avizinham sob a égide da questão ambiental, e não parece plausível que os EUA estejam dispostas a perder pitada neles.

Ou será o lobby do petróleo a falar mais alto?

 

 

O culpado é o João…

 

Atentou contra a existência
num humilde barracão
Joana de Tal
por causa dum tal João
depois de medicada
retirou-se para o seu lar…
aí a notícia carece de exatidão.
O lar não mais existe
ninguém volta ao que acabou
Joana, é mais uma mulata triste que errou
errou na dose, errou no amor
Joana errou de João
ninguém notou, ninguém morou
na dor que era o seu mal
a dor da gente não sai no jornal…

Nem sai nas estatísticas da UMAR…

Coitadismo e delação premiada…

grandes-familias

Nas famílias grandes, constituídas na base do culto da autoridade austera, e em que simultâneamente existe uma caixa-de-bolachas bem recheada,  muito frequentemente instala-se a forma de gestão que inclui o Coitadismo e a Delação premiada.

O coitadismo é o sistema social que inclui pessoas exímias em demonstrar as suas dificuldades, a sua pobreza, a sua necessidade de obter ajuda para conseguirem ter uma vida aceitável. Os que exercem esta arte com mestria, junto de quem tem a chave da caixa das bolachas,  podem contar com ajuda periódica e ouvem com a mesma periodicidade a frase: “toma lá mas não digas nada aos teus irmãos…”.

A delação premiada é aquilo que sabemos: “Ó mãe, o mano bateu-me / Deu-me um ponta-pé no cu / E tu não dizes nada / Que raio de mãe és tu ?”. Em seguida a mãe tira a chaves do bolso, abre a caixa das bolachas e dá-lhe uma bolacha dizendo: “toma lá mas não digas nada aos teus irmãos…”.

Violência Doméstica 2

violencia-domestica-algemsa1

Continuação – 2

Quando Maria e Manuel regressaram a casa, vindos do hospital, estavam os dois “de trombas”. Não se falaram. Ela foi ao frigorífico confirmar que não havia lá nada para comer, e resolveu ir fazer esparguete com atum de conserva para o jantar. Estava sóbria e sentia um não-sei-quê de necessidade de um copo. Só tinha uma garrafa de Porta da Ravessa. Foi isso que pôs na mesa, jurando a si própria que não ia beber nenhum copo antes de comer qualquer coisa.

O “marido” estava no sofá a ler o Correio da Madrugada como sempre fazia antes do jantar, e olhou com interesse para a garrafa hirta encima da mesa, mas não se levantou.

Maria interpretou o aparente desinteresse dele pelo vinho como um presságio de que ia haver reconciliação. Não disse nada.

Quando o jantar já fumegava sobre a mesa sentaram-se frente a frente e ele deixou escorregar um “bom apetite, môr”.

De olhos postos no prato, ela começou a choramingar e a comer, mas em breve o choro virou pranto e o homem ficou sem saber o que fazer, e disse “eu queria pedir-te desculpa, mas não deu…”, ao que ela respondeu “eu sei, estávamos os dois com o grão na asa!” “por isso acho que não devíamos tocar nessa garrafa até irmos ao tribunal. Eles vão chamar-nos”. “Ok”, foi a resposta, e lançaram-se nos braços um do outro, mesmo antes de acabarem com o pitéu.

No dia seguinte, bingo (!), uma campainhada logo às nove da manhã. Maria foi abrir a porta. Era uma senhora com ar de educadora infantil, que perguntou se era ali que moravam Manuel e Maria, – “claro que somos nós, não está a ver?”.

– O meu nome á Sílvia, sou Assistente Social. Vim cá a mando do tribunal para termos uma pequena conversa sobre o que aconteceu ontem, e venho avisar que devem comparecer lá ainda hoje, pelas 15 horas. Entregou-lhe dois postais.

– “Nós dispensamos a conversa. Quanto à ida pode estar descansada que vamos lá hoje” respondeu Maria fechando devagar a porta.

– “Ouvi tudo” disse Manuel, “bem respondido!”.

Depois de almoçarem cada um uma sandocha de fiambre e uma mini. Chegaram a horas a Oeiras mas entraram separados no tribunal. Ainda bem que assim foi, pois as salas que lhes estavam destinadas eram distintas. Na que coube a Maria estava uma jovem com ar sério que se apresentou como advogada oficiosa, que assistiria a vítima naquele caso de violência doméstica (VD).

Maria pensou “então a vítima sou eu, já está tudo decidido…”, mas não disse nada.

Cláudia, assim se chamava a advogada, começou a debitar aquilo que parecia ser o conteúdo de uma cassete para aquelas circunstâncias; que a VD era uma chaga social, que os homens eram os principais culpados (é da testosterona, sabe?), que felizmente a sociedade estava a caminho de defender cabalmente as mulheres.

Maria interrompeu; “mas eu também lhe bati”.

Aí a advogada esbugalhou os olhos e disse levantando a voz; “nem pense em dizer isso ao juiz! Se ele perguntar diga que não se lembra, que estava muito perturbada! Olhe que se o juiz decretar separação de corpos você tem direito à casa. Quer ir morar para a rua?”

Maria interrompeu de novo; “mas a casa é dele. O arrendamento está no nome dele”.

“Tudo há-de arranjar-se. É para isso que aqui estou. Só faltava que uma mulher fosse agredida por um homem a ainda constasse era ela a culpada!” respondeu Cláudia.

“Fixe bem isto”, continuou ela, “quando uma mulher é agredida por um homem o culpado é sempre ele. Não é por acaso que as mulheres só querem casar com homens mais altos e fortes que elas. É para serem protegidas e não para serem agredidas…”.

Na sala ao lado Manuel debatia-se com diálogo semelhante, mas com uma cassete diferente. Os homens têm que ter muito cuidado a lidar com pessoas de família. Quando há pancadaria os homens são sempre os culpados. Até nas arábias é assim, e nas mesquitas há cursos sobre a forma de bater nas mulheres sem deixar marcas, mas magoando muito! Eles é que a sabem toda!

“Livre-se, Manuel, de se desculpar dizendo que ela lhe bateu”, disse o advogado. “Além de ser ridículo o juiz vai logo fazer cara de coitadinho-com-um corpo-daqueles-leva porrada-da-mulher!”. Palavras do advogado. “Diga que estava muito nervoso e que não se lembra de nada. Eu estou aqui para defendê-lo!”.

A porta abriu-se e Maria entrou na sala de audiências.

Violência doméstica 1

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Uma senhora toda bem posta apresenta-se na urgência do Hospital Egas Moniz para ser assistida.

Na triagem afirma somente que a causa de ter um olho negro, arranhões na cara e nódoas negas nas pernas foi ter sofrido uma agressão.

Após curativo é instada a prestar declarações no escritório da PSP anexo à receção do Hospital.

– Senhor Polícia, o meu nome é Maria. Foi no trânsito. Dei um “toque” com o meu carro no carro de um senhor, e quando saímos para analisar os estragos, ele desconfiou que eu não tinha seguro e pediu-me a apólice, com maus modos; “abre lá a carteira, minha galdéria”. Eu não gostei, e respondi-lhe “a carteira é minha, só abro se quiser”. Aí ele partiu para a violência e deixou-me no estado que o Sr. Polícia vê.

– A senhora deseja apresentar queixa contra esse homem?

– Não. Gajos desses encontro eu todos os dias. Não vale a pena.

 

Minutos depois entra no gabinete da polícia um homem. Já tinha as escoriações tratadas.

O meu nome é Manuel, senhor polícia, foi no trânsito. Uma senhora atirou o carro para cima do meu e ainda por cima não tinha seguro… Quando lhe pedi para me mostrar a apólice. Virou fera. Disse-me “isto não é a mala da galdéria da tua mãe” e desatou aos pontapés e murros comigo. Deixou-me neste estado.

– O senhor deseja apresentar queixa contra essa mulher?

– Não. Gajas dessas encontro eu todos os dias. Não vale a pena.

Minutos depois entra no gabinete da polícia uma mulher de meia-idade envergando ainda o avental da cozinha. Estava afogueada da correria!

O meu nome é Adelaide, Senhor polícia, eles matam-se! Sou vizinha de um casal, enfim… não são casados, vivem há uns cinco anos, mas de há três meses para cá ficaram desempregados e metem-se nos copos. A Maria foi a casa dos pais pedir dinheiro emprestado e quando chegou ele queria tirar-lho. Eu bem ouvi ele dizer “abre lá a carteira, minha galdéria”. Ela respondeu “a carteira é minha, só abro se quiser, isto não é a carteira da galdéria da tua mãe”. Aí começaram à pancada um ao outro. Ela segurava a mala no sovaco esquerdo e dava-lhe murros na cara e pontapés nas canelas, ele esmurrava-a e puxava pela mala. Foi quando ela lhe deu um pontapé nas “partes” que ele caiu e ela fugiu de casa. Eu bem vi!

– A senhora não necessita apresentar queixa, disse o polícia. Trata-se de uma ocorrência de Violência Doméstica, que configura crime público. É o delegado do Ministério Público que deve fazer a queixa. Pode ir-se embora.

Ao fim do dia entra na mesma sala o Ambrósio, jornalista do Correio da Madrugada, e dirige-se ao polícia: Fagundes, que petisco vais arranjar-me para hoje?

Que te interesse, só tenho uma ocorrência de um gajo que desancou a mulher. Isto é, a gaja que com ele vivia.

És um amor, Fagundes. No Natal não me vou esquecer de ti.

Assim, o Correio da Madrugada do dia seguinte apresentava na página “Nacional” a seguinte notícia: “Homem agride barbaramente a namorada para lhe roubar 100 euros”. Em sub-título podia ler-se “O agressor não conseguiu consumar seus intentos graças a uma vizinha que acudiu aos gritos da vítima”.

Dois dias depois,  um jovem advogado estava sentado no gabinete que lhe tinham reservado no Tribunal de Oeiras. Lia enfastiado o relatório do polícia Fagundes e dizia para consigo: “Só me saem duques e cenas tristes!. Andaram os meus pais a fazer sacrifícios para dar um curso superior a um filho e depois ele só arranja estágios da treta! “.

Depois de ler tudo, deu um bocejo e produziu o seguinte despacho: “Convoque-se Manuel e Maria a comparecerem neste tribunal acompanhados do relatório do médico que observou a Maria”.

E, virando-se para o escrivão que vegetava na secretária ao lado: “Já viste no Correio da Madrugada de ontem aquele caso de Violência Doméstica de Algés? Estes jornalistas sabem tudo muito antes de nós!”.

Agora sou eu e não eles quem fala:

Todo o Discurso Politicamente Correto (DPC) é a expressão de um mito. São os média de hoje os principais responsáveis pela criação de mitos e, pior, os responsáveis pela sua alimentação, fazendo evoluir os mitos no sentido que mais lhes interessa. Dizendo de outra forma; os média deixaram de ser órgão informativos para serem órgão sociais de formação da opinião pública.

Por isso não é de estranhar que exista um grupo muito significativo e não contestado de pessoas normais e mediáticas, políticas e judiciárias, de esquerda, de direita, etc. que estão totalmente de acordo com a atribuição ao homem da violência enquanto característica de género. E acham que essa opinião não entra em conflito com a militância de alguns pela igualdade dos sexos.

Para mim não existe género quando se fala de pessoas. O que existe são pessoas do sexo masculino e pessoas do sexo feminino. (e existem uns assim-assim, mas isso é outra conversa!).

(continua)